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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Igrejas

São Cristóvão: Igrejinha de São Cristóvão : Ainda a beira-mar
Parada de Lucas- Igreja de São Sebastião 
Igreja Santa Terezinha
Glória: Igreja Nossa Senhora da Glória - Outeiro
Ilha do Fundão: Igreja de Bom Jesus
Madureira: Igreja São José 
Penha: Igreja Nossa Senhora da Penha

Penha: Igreja Nossa Senhora da Pena


ela fica no largo da penha, na penha, rio de janeiro, na subida tem o parque., no mês de outubro tem as festas em sua homenagem


Foto
A Igreja da Prainha


As invasões francesas, em 1710 e 1711, foram dos eventos mais traumáticos pelos quais o Rio de Janeiro passou, e sua lembrança ainda assombraria várias gerações de cariocas até que a bruma do tempo as reduzisse a praticamente nada. Muitas foram as vítimas inocentes do conflito, só encerrado após pagamento de resgate em 1711 ao corsário Duguay-Trouin, que se apossou da cidade após o governador Francisco de Castro Morais tê-la deixado à própria sorte e fugido covardemente, atitude que lhe valeu condenação posterior, recebendo pena de degredo e prisão perpétua na Índia.

Dentre as desastradas medidas tomadas pelo infeliz governante em 1710, uma delas atingiria um antigo e modesto templo, afastado da região central. Como resultado de péssima inteligência e falta de melhor conhecimento militar, Francisco de Morais concentrou suas tropas ao longo da Vala (Rua Uruguaiana) e aguardou o inimigo, que, ao perceber o estratagema óbvio, seguiu outra rota, passando pela Rua do Riachuelo sem praticamente encontrar resistência. Com medo de ser surpreendido pelo lado da Prainha (Praça Mauá), Morais ordenou que se incendiasse os armazéns, procurando com isso dificultar a passagem dos possíveis atacantes. O fogo os consumiu, mas também levou a pequena capela de São Francisco da Prainha, a única das redondezas.



Foto
A Igreja da Mãe dos Homens


Na rua da Alfândega, perto da Av. Rio Branco, encontra-se uma das igrejas menos conhecidas do centro do Rio, em que pese sua antiguidade e beleza. Dedicada a N.Sª Mãe dos Homens, este templo origina-se no século XVIII, e teve ligação com acontecimentos importantes da história carioca e brasileira.

Quando o trecho da rua da Alfândega (antigo caminho de Capurerussú) ainda era chamado de Quitanda do Marisco, nome devido à existência de um estabelecimento na esquina da atual rua da Quitanda, erigiu-se um oratório com a imagem da Mãe dos Homens, junto ao qual, à noite, e sob a luz baça das lâmpadas de azeite de baleia, fiéis se reuniam e invocavam as graças da santa. O crescente número de devotos levou à construção de uma pequena capela, e em 1758 é fundada uma agremiação em seu nome. Doações possibilitariam, anos depois, o início das obras do templo atual. As primeiras iniciativas datam de 1779, e os trabalhos continuariam até o século seguinte. Com estilo arquitetônico barroco, possui rico trabalho de talha, além de belas imagens e pinturas. Seu terreno originalmente estendia-se até a Av. General Câmara, atual Av. Presidente Vargas, e foi utilizado como cemitério durante um período.



Morro do Outeiro na Glória, 1865....
O sopé do morro chegava ao mar, não havia a passagem,onde hoje, situa-se a avenida beira mar!!!!É. O mar contornava, segundo informaram os antigos, ali onde foi a Taberna da Glória e seguia pela lado de baixo da amurada do Relógio da Glória. Devia ser bonito demais



"Igreja Nosso Senhor do Bonfim ou Nossa senhora do Paraíso''.

Era originalmente a Igreja de N. S. do Socorro, em São Cristóvão, que foi construída antes de 1850, em terreno cedido por Dom Pedro II, se localiza na rua de mesmo nome, Bonfim, próximo à Avenida Brasil, e antes dos sucessivos aterros ficava quase na beira da Praia do Cajú, atualmente está afastado por 410 metros da Baia de Guanabara.

A construção dos cemitérios - um pouco à antes da região da Ponta do Caju (atual Rua Mons. Manuel Gomes, no final da rua) e em frente a praia do mesmo nome, o provedor da Santa Casa de Misericórdia José Clemente Pereira, instalou em 1839, numa gleba adquirida de José Goulart, o primeiro Cemitério do Rio de Janeiro para indigentes, até então enterrados no cemitério velho da Rua Santa Luzia, onde agora estava sendo erguido o novo hospital da Santa Casa (existente até os dias atuais). A partir de 1851 a Santa Casa, inauguraria o primeiro dos nossos cemitérios públicos, em terrenos da antiga fazenda Murundu, de Baltazar Pinto dos Reis, cuja "casa-nobre" logo se transformaria em 1855 numa enfermaria para os pobres, ponto de partida para o Hospital de N. S. do Socorro.

Curiosidade: O primeiro cemitério dos Indigentes do Rio, ficava na Rua José Clemente Pereira, e atualmente parte desta rua e do antigo cemitério estavam situado na atual
Av Brasil junto com a subida da ponte Rio-Niterói e o que resta deste mesmo local é o Memorial do Carmo.
Ou seja com a construção da Av. Brasil no final da década de 1930 a rua do cemitério desapareceu e os túmulos, Jazigos e capelinhas foram todos removidos e transferidos até preparar o terreno para as obras da futura rodovia.

Artista: Nome do artista: Pieter Godfried Bertichem
Ano da Gravura:1856
Fonte: Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro-AGCRJ




Antiga Capela de São Cristóvão, por Charles Julius Dunlop

Capela de São Cristóvão ficava a beira-mar, tendo sido erigida pelos jesuítas em terrenos da “Quinta dos Padres da Companhia”, como era então conhecida a enorme Fazenda de São Cristóvão, que fazia parte da sesmaria que lhes fora concedida por Estácio de Sá, em 1.º de julho de 1565.

Não se conhece a data em que foi construída; sabe-se, apenas, que já existia em 1627, por ter-se celebrado ali um batismo nesse ano, segundo referências contidas nos assentamentos da antiga freguesia de São Sebastião do Rio de Janeiro.

Junto à capela ficavam as casas de residência dos jesuítas, a senzala dos escravos, que eles possuíam em grande número, a fábrica de farinha de mandioca e, na Ilha Damasceno ou dos Melões (que também fazia parte da fazenda e desapareceu com os aterros da Praia Formosa e adjacências), ficavam os maquinismos para o fabrico de cal de que os padres faziam também grande comércio.

Nessa capela celebravam-se todos os atos religiosos e, por ocasião da semana santa, os escravos saíam em procissão, percorrendo a fazenda e indo visitar a Capelinha de Santana, situada dentro da Quinta da Boa-Vista.

Em 1759, quando os jesuítas foram expulsos de Portugal e seus domínios e confiscados todos os seus bens, a Capela de São Cristóvão foi também sequestrada, ficando confiada à guarda de Joseph Fernando Machado, rendeiro da fazenda, conforme consta do auto de arrecadação a que, naquela época, procedeu o Desembargador de Agravos da Relação, Dr. Manuel de Afonseca Brandão.

Permanecendo assim fechada, arruinou-se com o correr do tempo, até que, muitos anos depois, no reinado de Dom Pedro I, foi restaurada e modificada a sua fachada.

A respeito dessa reconstrução, conta A. G. Pereira da Silva, saudoso provedor da Irmandade do Santíssimo Sacramento da Freguesia de São Cristóvão, a seguinte história: A Marquesa de Santos, então favorita de Dom Pedro I, desejava ouvir missa aos domingos e dias santificados, mas não havia igreja nas vizinhanças de sua residência (atual Avenida Dom Pedro II n.º 293), cujo prédio ainda ali se conserva , a não ser a capelinha da Quinta da Boa-Vista, que era privativa da família imperial.

Lembrando-se da velha igrejinha de São Cristóvão, situada a pouca distância do seu palacete, conseguiu convencer o Imperador de mandar restaurá-la, pois estava fechada, em completo abandono, já tendo falecido o seu guarda e depositário.

Dom Pedro, cedendo aos caprichos da Marquesa, providenciou as obras, dando como pretexto a necessidade de servir o templo para celebração de missas a que devia assistir o Regimento de Caçadores, antiga guarda do Rei Dom João VI, aquartelado nas proximidades.

Terminados os reparos, o Imperador mandou cobrar a quantia de cinquenta contos ao Senado da Câmara. Como este não tivesse sido ouvido a respeito dessas obras, quis, a princípio, recusar o pagamento; mas, para não estabelecer conflito com o monarca, cujas decisões eram inabaláveis, acedeu afinal aos seus desejos…

Em 1891 – já na República, portanto – foi demolida, aproveitando-se algumas paredes que ofereciam solidez e, em seu lugar (hoje Praça Padre Séve), levantada a Matriz de São Cristóvão, em estilo gótico-romano.

Da velha capela construída pelos jesuítas nada mais existe, a não ser as imagens do padroeiro e um pequeno sino da torre.

FONTE: REMEMOARTE ; ARTISTA: DESCONHECIDO



Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro.

A Igreja da Glória tem origem numa pequena ermida do século XVII construída em um terreno doado à Irmandade da Glória em 1699 por Cláudio do Amaral Gurgel. Não se sabe exatamente quando começou a construção da igreja, sabendo-se com certeza que foi inaugurada em 1739. Considera-se provável que tenha sido começada nos anos 1730, ainda que alguns acreditam que as obras começaram ainda em 1714. A tradição oral atribui o projeto ao tenente-coronel e engenheiro-militar português José Cardoso Ramalho, mas não há documentos que confirmem a autoria. A pedra utilizada na construção da igreja proveio da Pedreira da Glória, no Morro da Nova Sintra, no bairro do Catete. A planta da igreja é composta por dois octógonos, o que lhe dá a forma de um "8". Os espaços curvos - especialmente elípticos - são uma forma típica do barroco e estreiam na arquitetura do Rio nesta igreja. Um dos octógonos é ocupado pela nave curva da igreja, enquanto o outro é ocupado pela sacristia. O interior da nave transmite uma sensação de monumentalidade, graças às pilastras de cantaria e ao teto abobadado.
As partes baixas da nave estão cobertas com magníficos painéis de azulejos brancos-azuis lisboetas, feitos entre 1735 e 1740 na oficina de Mestre Valentim de Almeida, com temas bíblicos, recentemente restaurados. A sacristia também está forrada de azulejos, mas com temas profanos (cenas de caça). A igreja tem três bons altares de feição rococó, datados da transição entre o século XVIII e o XIX. Sobre o arco-cruzeiro da capela-mor se encontra o escudo da Família Imperial Brasileira.
O exterior da Igreja da Glória tem um perfil característico, com os dois corpos octogonais precedidos por uma torre quadrangular coroada com uma cúpula de forma "acebolada". O primeiro piso da torre tem uma galilé - espaço abobadado - por onde se entra na igreja através de um portal com um medalhão representando a Virgem e o Menino. Este portal e dois outros estão esculpidos em pedra de lioz e foram trazidos de Lisboa na segunda metade do século XVIII.
Após sua chegada ao Rio de Janeiro em 1808, a Família Real Portuguesa tomou especial predileção pela Igrejinha da Glória. Na igreja, foi batizada, em 1819, a primeira filha de dom Pedro I e dona Leopoldina, a princesa Maria da Glória, futura rainha dona Maria II de Portugal. A partir daí, todos os membros da Família Imperial foram batizados na Igreja da Glória, incluindo dom Pedro II e a princesa Isabel. Em 1839, dom Pedro II outorgou o título de "imperial" à irmandade, a qual se tornou conhecida, a partir de então, como "Imperial Irmandade da Nossa Senhora da Glória do Outeiro". Atualmente encontra-se tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.





Glória:
O bairro teve início no alto de um desabitado outeiro à beira-mar, onde, em 1671, o Capitão Antônio Caminha ergueu uma ermida rústica em louvor a Nossa Senhora da Glória.
No mesmo lugar, em 1714,surgiu uma igreja de pedra e cal, em forma poligonal, projeto do arquiteto José Cardoso Ramalho, a bela Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, uma joia do barroco brasileiro, que ficou pronta em 1740, em terras doadas por Cláudio Gurgel do Amaral. Em baixo, na orla, havia plantações e um caminho precário em direção ao Catete, que passava pelo alagado Boqueirão da Glória, aterrado, mais tarde, para a construção do Largo da Glória. Ali desembocava um braço do Carioca, o Rio Catete. No governo do Vice-rei Marquês do Lavradio, entre 1769 e 1779, foram feitas várias melhorias na área, como o alargamento do caminho para o Catete, guarnecido com uma grossa amurada para protegê-lo contra as ondas da Baía de Guanabara e a Fonte ou Chafariz da Glória, que trazia água do morro de Santa Teresa, e é tombado pelo patrimônio federal. A amurada foi ampliada e reforçada, em 1905, quando o Prefeito Pereira Passos a dotou da balaustrada de bronze e do relógio, ambos em estilo “Art Nouveau”. Pereira Passos criou, também, a chamada Rua Augusto Severo, precursora da Avenida Beira Mar.
O Largo da Glória foi remodelado, em 1857, com a instalação de um cais com trapiche e do Mercado da Glória que, mais tarde, se transformou em um “cortiço” e foi demolido pelo prefeito Pereira Passos, e substituído por uma praça, a de Pedro Álvares Cabral. Próximo ao conjunto, ficava a Fábrica da City, com sua alta chaminé, onde o esgoto da Cidade era tratado e levado mar adentro, por barcos. Esse serviço foi inaugurado em 1864. Atualmente, o prédio da antiga City abriga a Sede da Sociedade de Engenheiros e Arquitetos do Estado do Rio de Janeiro – SEAERJ.
Ao pé do outeiro da Glória ficava a Praia do Engenheiro Russel, no
Saco da Glória que, mais tarde, foi aterrado para fazer surgir a Praça Luis de Camões. Junto a ela foi construído, na década de 1920, o luxuoso Hotel Glória que hospedou e ainda hospeda presidentes e celebridades. A Glória foi um bairro aristocrático no fim da monarquia: foi sede do poder eclesiástico que se localizava no Palácio São Joaquim. Também lá estava o do Templo da Humanidade, da Igreja Positivista e, em 1929, ganhou a Praça Paris, área de 48 mil metros, inspirada no paisagismo francês da “belle époque”. As ruas Dona Luísa (Cândido Mendes) e Santa Isabel (Benjamim Constant) surgiram para a criação de um novo bairro residencial junto a Santa Teresa. Outro marco é o Hospital da Beneficência Portuguesa, fundado em 1840, para atender à numerosa comunidade lusa da Cidade.
A construção do aterro e implantação do Parque Brigadeiro Eduardo Gomes ou Parque do Flamengo, na década de 1960, fez com que a Glória incorporasse parte dessa extensa área de lazer, incluindo a Marina da Glória, o Monumento aos Mortos da Segunda Guerra Mundial e o importante Museu de Arte Moderna – MAM, projeto do arquiteto Affonso Eduardo Reidy. Também é destaque o recém instalado Memorial Getúlio Vargas na Praça Luis de Camões.

MERCADO DA GLORIA (1858 -1904)

Ficou pronto em 1858 quando foi aberto ao público para a venda de produtos hortifrutigranjeiros, mas isso não aconteceu. Poucos eram as lojas que vendiam hortaliças o resto das galerias não foram aproveitadas. Algumas lojas também funcionavam de forma ilegal como açougues, padaria e quitanda.

Em 1893 foi sede do Batalhão da Guarda Nacional que lá ficou por um pouco mais de um ano. Depois foi abandonado e virou um verdairo cortiço.

Cogitou-se em usar o prédio como base da Escola de Belas Artes, mas a ideia não foi levada adiante mesmo tendo sido a pedra fundamental da Escola lançada.

Durante o governo do prefeito Pereira Passos e suas obras de reforma e urbanização da cidade, o Mercado da Gloria começou a ser demolido. Era o dia 7 de maio de 1904. O lugar foi totalmente urbanizado recebendo praças, arborização, etc. Por ironia do destino hoje o local onde ficava esse mercado está abandonado novamente ou seja a Praça Paris.

Fonte: Armazéns de Dados da Prefeitura e Portal Geo Rio.
Imagem: Fotogravura de Victor Frond, Ano; 1865.


Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Lapa do Desterro.

A Capela primitiva foi construída em conjunto com um Seminário em terreno doado pelo Capitão Antônio Rabelo Pereira, no ano de 1750. A iniciativa das obras coube ao missionário apostólico Padre Ângelo Siqueira em 1751, à época possuía a invocação de Igreja de Nossa Senhora da Lapa do Desterro. Em 1810, por decisão do Princípe-Regente, Dom João VI, a Igreja e o Seminário foram cedidos aos frades Carmelitas, em troca do Convento e Igreja que esta congregação possuía na atual Praça XV, e que passaram a ser utilizadas pela Corte. A partir de 1810, portanto, a capela e o antigo seminário, transformado em casa conventual, passaram a se denominar de Nossa Senhora do Carmo da Lapa. No dia 24 de outubro de 1810, a imagem de Nossa Senhora do Carmo foi entronizada no altar-mor da capela. Em 1824, a Igreja foi reconstituída, em 1827 ergueu-se o arco do cruzeiro, as reformas até julho de 1849, quando o templo foi abençoado. Um novo período de reforma ocorreu em 1881 quando foram realizados trabalhos de douração e pintura decorativa "adamascado". A igreja possui frontispício de linhas sóbrias, com empena triangular, revestimento completo de azulejos raros do século XIX guarnecem as duas torres da fachada, apenas uma é sineira. Os quatro sinos de seu campanário datam respectivamente de 1781, 1782 e 1866. Três portas dão acesso ao interior do templo, que tem nave única e quatro altares; três janelas clareiam o coro. No altar-mor está a imagem de Nossa Senhora do Carmo, cujo camarim foi executado por Mestre Valentim. Possui a igreja, apesar do incêndio, algumas peças de grande valor, como as telas atribuídas a João de Souza, e as imagens dos Apóstolos, chapeadas de prata, atribuídas a Mestre Valentim. Dom Pedro II, esteve presente à diversas festividades do Espírito Santo, realizadas no templo. No interior da Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Lapa, estão depositados os restos mortais de Frei Pedro de Souza de Santa Mariana, preceptor de Dom Pedro II, quando infante. Contíguo ao templo existe a Capela da Irmandade de Nossa Senhora da Lapa.

Artista: Litografado por Desmons Iluchar e Tirpenne ; Ano: 1854
Fonte: Site do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional)
Endereço: Largo da Lapa, Centro - Rio de Janeiro - RJ
— com Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Lapa.





IGREJA MATRIZ DE BANGU 1919


A PRIMEIRA IGREJA DE SÃO PEDRO 1925 - DEU LUGAR A ATUAL

Foto
Igreja da Sagrada Família, Morro D'ouro, Ribeira, Ilha do Governador.
Convento de Santo Antônio, Centro, em 1948. O convento forma, junto com a vizinha Igreja da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência, um dos mais antigos e importantes conjuntos coloniais remanescentes da cidade. A história do Convento de Santo Antônio começa em 1592, quando chegaram os primeiros frades franciscanos ao Rio de Janeiro. Em 1607, foi-lhes concedida a posse de um morro, atualmente conhecido como Morro de Santo Antônio, no qual começaram a construir o convento em 1608. O primeiro arquiteto foi o frei Francisco dos Santos, mas vários outros religiosos-arquitetos franciscanos interferiram na obra. A primeira missa foi rezada em 1615 com a igreja do convento ainda em construção, e só em 1620 foi terminado o conjunto. Ao sopé do morro encontrava-se uma lagoa, no lugar do atual Largo da Carioca, que foi aterrada em 1679, depois de insistentes pedidos dos franciscanos. O convento foi muito alterado e ampliado ao longo do tempo, sendo essencialmente um edifício da segunda metade do século XVIII, embora a maior parte das modificações tenha sido realizada no século XX. A extensa fachada virada para o Largo da Carioca tem várias janelas de forma quase quadrada, muito espaçadas, que indicam a antiguidade do edifício. Um enorme cunhal de cantaria, na esquina do convento, é encimado por um grande pináculo. No interior há um claustro, de planta quadrada, ainda utilizado pelos frades do convento. Na portaria, construída entre 1779 e 1781, há um nicho com uma estátua de Santo Antônio. Sobre a portaria, ao lado da entrada da igreja, há um campanário de cantaria com três sinos. O convento não tem nenhuma torre sineira. O mais notável do convento é a sacristia setecentista, construída em cerca de 1714 e considerada a melhor do Rio de Janeiro. Pouco se sabe sobre os autores das obras da sacristia, decorada com armários entalhados, azulejos portugueses, teto com molduras barrocas e pinturas sobre Santo Antônio, piso com mosaicos de mármore português e um magnífico arcaz de madeira de jacarandá, entalhado e assinado pelo português Manuel Alves Setúbal em 1745. Perto da sacristia, se encontra outra magnífica peça: um lavabo português esculpido em mármore de Estremoz. No Convento, estão sepultados religiosos importantes como Frei Fabiano de Cristo e Frei Francisco de Mont'Alverne, além de inúmeros irmãos que lá habitaram. As catacumbas se localizam em um pátio nos fundos da construção, junto ao mausoléu, onde estão depositados os restos mortais de diversos membros da Família Imperial Brasileira. Na foto vemos a Avenida Treze de Maio e parte do "Tabuleiro da Baiana". Foto: José Leite da Luz, cedida pelo participante Bruno Carvalho.


greja de Nossa Senhora do Carmo da Lapa do Desterro.

A Capela primitiva foi construída em conjunto com um Seminário em terreno doado pelo Capitão Antônio Rabelo Pereira, no ano de 1750. A iniciativa das obras coube ao missionário apostólico Padre Ângelo Siqueira em 1751, à época possuía a invocação de Igreja de Nossa Senhora da Lapa do Desterro. Em 1810, por decisão do Princípe-Regente, Dom João VI, a Igreja e o Seminário foram cedidos aos frades Carmelitas, em troca do Convento e Igreja que esta congregação possuía na atual Praça XV, e que passaram a ser utilizadas pela Corte. A partir de 1810, portanto, a capela e o antigo seminário, transformado em casa conventual, passaram a se denominar de Nossa Senhora do Carmo da Lapa. No dia 24 de outubro de 1810, a imagem de Nossa Senhora do Carmo foi entronizada no altar-mor da capela. Em 1824, a Igreja foi reconstituída, em 1827 ergueu-se o arco do cruzeiro, as reformas até julho de 1849, quando o templo foi abençoado. Um novo período de reforma ocorreu em 1881 quando foram realizados trabalhos de douração e pintura decorativa "adamascado". A igreja possui frontispício de linhas sóbrias, com empena triangular, revestimento completo de azulejos raros do século XIX guarnecem as duas torres da fachada, apenas uma é sineira. Os quatro sinos de seu campanário datam respectivamente de 1781, 1782 e 1866. Três portas dão acesso ao interior do templo, que tem nave única e quatro altares; três janelas clareiam o coro. No altar-mor está a imagem de Nossa Senhora do Carmo, cujo camarim foi executado por Mestre Valentim. Possui a igreja, apesar do incêndio, algumas peças de grande valor, como as telas atribuídas a João de Souza, e as imagens dos Apóstolos, chapeadas de prata, atribuídas a Mestre Valentim. Dom Pedro II, esteve presente à diversas festividades do Espírito Santo, realizadas no templo. No interior da Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Lapa, estão depositados os restos mortais de Frei Pedro de Souza de Santa Mariana, preceptor de Dom Pedro II, quando infante. Contíguo ao templo existe a Capela da Irmandade de Nossa Senhora da Lapa.

Artista: Litografado por Desmons Iluchar e Tirpenne ; Ano: 1854
Fonte: Site do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional)
Endereço: Largo da Lapa, Centro - Rio de Janeiro - RJ
— com Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Lapa.

Linda vista da Igreja da Penha, partindo da Fiocruz, em Manguinhos. Provavelmente da metade da primeira década do século XX. Créditos: Miguel Francisco Pacheco e Chave/ Departamento de Arquivo e Documentação da Casa de Oswaldo Cruz (Fiocruz). Publicado no site do jornal O Globo.

Um comentário:

  1. Nesta minha primeira participação neste BLOG inicio parabenizando a todos, em especial ao titular pela ideia da temática do Blog.
    Seguindo, gostaria de apontar uma suspeita que tenho em relação a esta última foto da Igreja da Penha. Acho que a foto esta invertida, que esta sendo publicada pelo lado inverso do correto. Vejam que as montanhas atrás da igreja, caso estivesse correta a foto, só poderiam ser as da serra de Madureira, por demais distante. Entretanto, caso a foto estivesse ao contrário, as montanhas em questão se refeririam ao morro do Alemão, e adjacências, estas sim bem próximas a Igreja. Fica aí minha suspeita. Gostaria da opinião dos amigos.

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