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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Penha

Penha


Foto

1958, agência O Globo, vemos pessoas descansando à sombra de árvores, próximo do rochedo, no Parque da Penha, durante as festividades de Nossa Senhora da Penha....Hoje em dia náo se pode mais fazer isso....

Hoje é um estacionamento ao lado do Bradesco





REGISTROS SOBRE A REGIÃO PRAIEIRA DA PENHA,OLARIA E RAMOS NO COMEÇO DO SÉCULO XX.

PENHA:
A região praieira da Penha, próxima aos mangues do Saco do Viegas (Na altura dos viadutos Lobo Júnior e Luzitânia), era chamada de “MARIANGU”, nome indígena de uma ave abundante no recôncavo da Baía de Guanabara. Nela surgiu o Porto de “Maria Angu” (Que ficava em Olaria, no final da rua Pirangi), do qual partiam embarcações para o centro do Rio de Janeiro colonial. A boa parte do litoral da Penha era composto por um grande manguezal, principalmente na altura da Lobo Júnior até o mercado São Sebastião. Antes dos grandes e sucessivos aterros, que se intensificou no final da década de 1950 e começo dos anos 60; era conhecido como a região a praia da moreninha e comunidade de pescadores. Nos dias de hoje este mesmo local é conhecido como favela de vila kelson's ou como favela da moreninha.
Parte da Fazendinha da Penha, onde localiza-se também a CEDAE foi o porto das barcas, ali já era um porto de um ramal ferroviário construído em 1890 pela Inspetoria de Obras Publicas, vindo da Estrada de Ferro Rio D'ouro em Vicente de Carvalho com extensão de 6 quilômetros para facilitar o transporte de gado vindo de santa cruz para o matadouro da Penha, criado aos poucos a partir de 1892 e o terreno foi totalmente comprado da Fazenda Grande da Penha em 1910, pelo Custódio Nunes (dono do matadouro).
Ainda no início do século XX, o Prefeito Pereira Passos instalou no Porto de “Maria Angu”, uma ponte para as barcas da Cantareira atracarem, ligando a Penha à Praça XV, com conexão para a Ilha do Governador. Os grandes aterros que ocorreram nesta área fizeram desaparecer toda a sua orla marítima e mais 2 ilhas pequenas como do anel e comprida. No lugar do litoral, foi aberta a avenida Brasil em 1947 (Na altura da penha) e o atual Complexo da Marinha (No começo da década 1960).

OLARIA:
O litoral de Olaria era um misto de mangue com praia de água salobra, existia também a foz do Rio Escarramão que foi muito usado pelas olarias (fábrica de tijolo,telhas e louças), que hoje está canalizado no subterrâneo. A boa parte da faixa marítima de olaria pertencia ao enorme terreno do matadouro da Penha (serviu para abastecer as carnes bovinas nos antigos açougues de toda a região da Leopoldina). E este mesmo local era conhecido como invernada de Olaria. A região das olarias já fez parte da fazenda grande da Penha e de Eng. da Pedra.

RAMOS:
A praia de banhos era a Praia de Ramos, conhecida também pelos antigos nomes de Praia do Apicu e a enorme pedra do mesmo nome, que em tupi-guarani significa brejo de água salgada, e Mariangu, nome indígena da ave abundante na orla marítima.
O coronel Joaquim Vieira Ferreira e sua esposa Ruth Ferreira, membro de ilustre família de médicos, advogados e militares, compraram um enorme sitio próximo a praia de ramos em 1910, que antes pertencia a família do capitão Luiz José Fonseca Ramos, secretário da Academia Militar da Corte, que este mesmo comprou de um dos herdeiros da fazenda N.S de Bonsucesso. O coronel Ferreira tinha projetos para urbanizar também os terrenos junto à orla, criando uma avenida paralela à praia, o que traria a Ramos o apelido de "Copacabana do Subúrbio". Com apoio do prefeito Henrique Dodsworth, a praia chegou a ter balneário com cabines e aluguel de trajes de banho e até um projeto para a construção de um cassino. O coronel, sempre elegante, caminhava ali todos os dias, no seu passeio matinal. Mas seus planos não seguiram adiante. Poucos anos depois, alegando que a área pertencia à marinha - as terras estariam na faixa de preamar definida em 1831 -, a prefeitura rejeitou o projeto, a área tornou-se pública e nada foi realizado. Abandonada, transformou-se em local de banhos pouco salubres. Pouco a pouco, uma ocupação desordenada surgiu ao redor da praia, dando lugar aos primeiros barracos. A Praia de Ramos, única da região da Leopoldina, com seus cajueiros, caçadas aos caranguejos, e banhos de lamas medicinais hoje sobrevive apenas na memória de quem um dia conheceu a "Copacabana dos Subúrbios" até em meados da década de 40.

FONTE DA IMAGEM: AGCRJ-Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro; ANO: Foto aérea de 1928.
FONTE DO TEXTO: Guia Ramos, Olaria & Penha, pertencente à coleção Bairros do Rio, publicado pela Editora Fraiha.

https://www.facebook.com/EspecialRioAntigo
 — comPorto de Maria AnguPraia do Apicú ou RamosPedra do Apicú e Manguezal da Maré.


Um comentário:

  1. Nosso subúrbio foi destruído, nossas praias aterradas, nossos rios poluídos em prol do embelezamento da zona sul. Hoje , se tivéssemos sido respeitados, teríamos bairros sensacionais, com praias e locais de lazer. Fomos roubados e o Rio perdeu sua personalidade com todas essas mudanças irresponsáveis na sua geografia.

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Comentários