Google+ Followers

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Urca

Urca
Morro do Corcovado sem o Cristo Redentor

                                                                     Urca, 1971. Foto de Gyorgy Szendrodi.



Praça General Tibúrcio e o Morro do Pão de Açúcar, Urca, em 1962.



Urca, zona sul da cidade do Rio de Janeiro, anos 1950. A história do povoamento europeu das terras do que hoje é conhecido como bairro da Urca remonta ao início da própria cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Até o século XVI, toda a região ao redor da Baía de Guanabara era habitada por povos indígenas de língua tupi. Em 1555, colonos franceses sob o comando de Nicolas Durand de Villegagnon estabeleceram-se na Baía de Guanabara, levando Portugal a enviar uma expedição para expulsá-los em 1560. Subsistindo franceses na Guanabara, uma nova expedição foi enviada, sob o comando do capitão-mor Estácio de Sá. Estabeleceu um núcleo fortificado à entrada da barra em 1º de março de 1565, dando por fundada a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro (em homenagem a Sebastião de Portugal). O local do desembarque e da fundação foi a pequena faixa de terra na "várzea" entre os morros Cara de Cão e Pão de Açúcar, atual Praia de Fora, nos terrenos da Fortaleza de São João. Vale notar que, na época, o conjunto dos morros Cara de Cão, do Pão de Açúcar e da Urca era isolado do continente, formando uma ilha chamada Ilha da Trindade. Até o final do século XIX, o bairro da Urca, no formato pelo qual o conhecemos hoje, simplesmente não existia, porque as águas da Baía de Guanabara batiam diretamente nas rochas que circundam os morros da Urca e do Pão de Açúcar, inviabilizando qualquer edificação nessa área. Para se ter acesso à Praia de Fora e à Fortaleza de São João, por exemplo, se era necessário ir diretamente por mar. Em 1852, foi inaugurado o Hospício Pedro II, no prédio atualmente ocupado pelo campus da Praia Vermelha da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Em 1854, foi inaugurado o Imperial Instituto dos Meninos Cegos, atual Instituto Benjamim Constant. Em 1908, realizou-se, no bairro, a Exposição Nacional Comemorativa do 1º Centenário da Abertura dos Portos do Brasil, para a qual foram construídos vários edifícios. A maioria desses edifícios foi derrubada após o término da exposição. Uma exceção foi o prédio do Pavilhão dos Estados, que é atualmente ocupado pelo Museu de Ciências da Terra. Em 1912, foi inaugurado o Bondinho do Pão de Açúcar. Em 1919, foi assinado um novo contrato com a prefeitura, mas Domingos Fernandes Pinto não pôde cumpri-lo. Em 1921, o engenheiro Oscar de Almeida Gama constitui a Sociedade Anônima Empresa da Urca, para construção de um cais ligando a Praia da Saudade (na entrada do bairro) à Fortaleza de São João, nos termos do contrato de 1919. É um bairro nobre, calmo. Vale a pena dar uma volta por lá.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comentários