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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Baía de Guanabara

Aeroporto do Calabouço, hoje Santos Dumont, o aterro foi feito com terra do desmanche do morro do Castelo. Lindas edificações foram destruídas com a obra de 1921.
Foto


CAÇA A BALEIA NA BAIA DE GUANABARA:

Baleias na Baía da Guanabara:
Parece mentira nesses tempos de poluição, mas a Baía da Guanabara já foi lar de baleias. Quem diz é o Pedro Dória em 1565 - enquanto o Brasil nascia, páginas 158, 159, ao descrever o Rio de Janeiro quinhentista. Baleias frequentaram a Baía da Guanabara no inverno durante muito tempo, e sua pesca era das mais rentáveis. A carne era saborosa, as barbatanas serviam de lixa e sua gordura, o óleo, era combustível. E mais, o óleo misturado com as conchas trituradas ou cal, dava uma argamassa resistente como poucas para a construção de prédios. (Os escravos às vezes bebiam o óleo direto do lampião, era alimento).

Valia tanto o negócio da caça à baleia, produzia tantos subprodutos úteis, que virou monopólio estatal. Para explorar a pesca, já em 1583, o empresário teve de assinar contrato de concessão pública. Criou-se então a primeira armação da Capitania, em Niterói - armação era nome para porto da pesca de baleias e por isso esse nome foi parar em toda costa brasileira.

Quando aparecia uma baleia morta na praia era festa rapidamente chegavam canoas de toda parte, quem estava perto da área onde o animal marinho encalhou. A população largava o que estava fazendo e, com panelas, iam todos pegar, de graça, aquilo pelo que, em geral, pagavam caro. Mas tinha um defeito: depois de tudo que valia algo ser extirpado, era dificílimo livrar-se das tripas que sobravam, e o cheiro ocupava a cidade colonial do Rio de Janeiro por dias. (não é à toa que as armações ficavam sempre longe).

CACHALOTE OU CACHARRÉU:

''Era a baleia mais caçada e cobiçada na Baía de Guanabara.''

O maior odontoceto é o cachalote que mede de 15 a 20 metros de comprimento. Sua cabeça corresponde a até 40% do seu tamanho total.

Pelo valor comercial de partes do seu corpo, especialmente o espermacete e o âmbar-gris, o cachalote tornou-se o preferido dos pescadores e tem uma das mais antigas e contínuas histórias de perseguição entre estes animais.

Âmbar gris ou âmbar de baleia, é uma substância sólida, gordurosa e inflamável, em geral de cor cinza fosco ou enegrecido, podendo contudo ter cor castanho escuro ou
ser variegada com aspecto marmóreo. Quando está fresco tem cheiro fecal, mas com a exposição ao ar e à luz ganha um odor peculiar doce e terroso, com algumas semelhanças ao do álcool isopropílico.
Foi de grande valor como fixante em perfumaria, atingindo por isso elevados preços, mas é hoje raramente utilizado, por ter sido substituído por um sucedâneo sintético e pelo seu uso poder configurar uma violação à Convenção CITES-
(Porque nos dias hoje, a caça deste animal está terminantemente proibido).

O espermacete, extraído do cérebro do cachalote, é uma matéria branca, oleosa, transparente e viscosa que, em contato com o ar, transforma-se em cera. Um animal adulto pode fornecer até cinco quilos desta matéria-prima.

A indústria baleeira no Brasil interessou-se por ele na segunda metade do século XVIII para a fabricação de velas.

O espermacete era também consumido nas boticas como detergente, consolidador, emoliente no preparo de unguentos, pomadas, bálsamos, cosméticos e sabões finos."

Fonte: A PESCA DA BALEIA NO BRASIL COLONIAL: Contratos e Contratadores do Rio de Janeiro no século XVII - Dias, Camila Baptista - http://www.ebah.com.br/content/ABAAAA_CYAL/a-pesca-baleia-no-brasil
https://www.facebook.com/BairroDeBrasDePinaRjrjBrasil


OS CONTRATADORES

Os contratadores da pesca das baleias eram, antes de tudo, vassalos do rei, e como tal, buscavam sempre a inserção em espaços de atuação colonial, situações em que pudessem se firmar como membros da elite local, porque as colônias tinham na metrópole a sua referência moral.

Com relação ao que a sociedade do período achava destes homens e da atividade que praticavam, é sabido que as múltiplas hierarquias existentes no Império português se estendiam dos indivíduos até os produtos, além das atividades desempenhadas. Assim, a prática mercantil que não era bem vista, torna-se mais complexa quando vinculada a um produto considerado inferior para comercialização, como era a carne de baleia.

Portanto, além do açúcar, da cachaça, do tabaco, entre outros, é importante não desprezar o sal, os vinhos, os panos, a farinha e a carne e óleo de baleia, pois estes eram produtos consumidos maciçamente pela população ultramarina, tendo relevância econômica assim como o açúcar.

Fonte: A PESCA DA BALEIA NO BRASIL COLONIAL: Contratos e Contratadores do Rio de Janeiro no século XVII - Dias, Camila Baptista - http://www.ebah.com.br/content/ABAAAA_CYAL/a-pesca-baleia-no-brasil
https://www.facebook.com/BairroDeBrasDePinaRjrjBrasil



Abaixo quadro com imagens das diferentes espécies de cetáceos existentes:

Vários Cetáceos: 1- Baleia-da-groenlândia; 2- Orca; 3- Baleias francas; 4- Cachalote; 5- Narval; 6- Baleia Azul; 7- Rorqual; 8- Beluga


Fonte: A PESCA DA BALEIA NO BRASIL COLONIAL: Contratos e Contratadores do Rio de Janeiro no século XVII - Dias, Camila Baptista - http://www.ebah.com.br/content/ABAAAA_CYAL/a-pesca-baleia-no-brasil








UM PASSEIO NO TEMPO - PORTO DO RIO

RIO DE JANEIRO EM 1608

Originalmente, era uma extensa planície pantanosa cercada pelos morros do Castelo, de Santo Antônio, de São Bento, da Conceição e do Desterro (Santa Teresa), onde existiam diversas lagoas.
A cidade limitava-se ao morro do Castelo e às pouquíssimas ruas existentes na planície, sempre margeando o morro e o mar. Ao longo da praia, surgiu a rua Direita, ligando o pequeno núcleo urbano ao morro de Manoel de Brito, localizado no outro
extremo da praia. Entre este e o atual morro da Conceição, havia uma pequena praia chamada Prainha, e um grande alagado conhecido como lagoa da Sentinela.
Para expandir sua área de roçado sobre a lagoa, Manoel de Brito abriu uma vala que ia desaguar na Prainha. No alto do seu morro, construiu a Capela de Nossa Senhora da Conceição, de onde se podia apreciar uma vista privilegiada da cidade e da baía. Há indícios de que nessa época já existiam algumas benfeitorias na Prainha: algumas casas de pau-a-pique e um cais.
Todas essas terras foram doadas aos monges beneditinos que, em 1590, construíram um pequeno mosteiro junto à capela, mudando-lhe o nome para morro de São Bento. Mais tarde, iniciaram a construção de uma nova igreja e de um mosteiro.
O que se sabe é que as obras do novo templo se estenderam por 9 anos.Em 1634, Maria Dantas, proprietária das terras do morro situado em frente ao de S. Bento, mandou erigir uma nova capela para os festejos de N. S. da
Conceição.

Fonte: armazéns de dados da prefeitura.
Artista: Carlos Gustavo Nunes Pereira - GUTA
OBS: A obra de arte é uma reconstrução gráfica idêntica como o Rio de Janeiro seria na época.

https://www.facebook.com/EspecialRioAntigo
 — comMorro de São Bento e Morro da conceição.

Rio - 1872
Vista da entrada da baía de Guanabara, tomada da praia de Icaraí em Niterói, em 1872.
O olhar francês de Henri Nicolas Vinet, nascido em 1817, em Paris, França, e falecido em 1876, Pendotiba, Rio de Janeiro.
Obra do Museu Nacional de Belas Artes. com Pão de Açúcar e Corcovado.

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