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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Bairros da Zona do MAngue



História dos bairros da zona do mangue no centro do Rio.

Santo Cristo:
Originalmente, toda a região do bairro de Santo Cristo pertencia ao chacareiro Alferes Diogo de Pina no séc.XVII (17), daí o nome de São Diogo dados à capela, ao morro e ao mangal e seu entorno, e, também, o nome de Saco dos Alferes dado à praia então existente no local. O Saco do São Diogo, conhecido também como Praia Formosa, mais tarde foi aterrado para a construção do Canal do Mangue. No prolongamento do Caminho de São Diogo, que também levava à Praia Formosa, funcionava a Pedreira de São Diogo. Em 1879, o bairro teve grande parte aterrada pela Empresa de Melhoramentos do Brasil, a fim de abrir ruas para o empreendimento Vila Guarany. As Ilhas dos Melões e das Moças, localizadas no antigo Saco do Alferes próximas de onde se localiza hoje a Rodoviária Novo Rio, foram extintas na construção do Cais do Porto, no início do século XX. Esses aterros deram origem ao atual bairro de Santo Cristo, cuja Igreja de Santo Cristo dos Milagres, erguida em 1872, localiza-se no antigo Largo do Gambá (atual Largo de Santo Cristo). O primeiro acesso ao bairro se dava pelo caminho do Saco do Alferes, atual Rua da América.
A ocupação do Morro do Pinto (antigo Morro do Nheco) se deu em 1875, nos terrenos que pertenceram ao Barão de Mauá, onde Antonio Pinto realizou um grande loteamento abrindo seis ruas e quatro travessas. Em 1877, outro grande loteamento foi criado nas encostas voltadas para a Praia Formosa, a chamada “Vila Formosa”, com mais cinco ruas e três travessas. Com a construção do elevado 31 de Março, o bairro de Santo Cristo tornou-se rota de passagem para a Ponte Rio-Niterói e a Avenida Brasil.

Cidade Nova:
A Cidade Nova era uma extensa região pantanosa, compreendendo os Mangais da Gamboa Grande e o final do Saco de São Diogo. Com os aterros feitos no inicio do século XIX, nela se formou o “Campo de Marte”, destinado a manobras de tropas militares e exercícios de tiro. Ali foi aberto o Caminho do Aterrado, ou das Lanternas, sobre o qual a Rua São Pedro da Cidade Nova alcançaria a “Ponte dos Marinheiros”, renovada para que a família real tivesse acesso ao Palácio da Quinta. Mauá instalou na Rua São Pedro, em 1851, a “fábrica de gás”, projeto do inglês Guilherme Bragge e transformou, em 1857, a vala que corria no aterrado num verdadeiro canal, o Canal do Mangue (entre as Ruas Visconde de Itaúna e Senador Eusébio). Em 1895, completou-se o aterro dos pântanos vizinhos com terras que vieram do desmonte do Morro do Senado. Foram, então, abertas as ruas Visconde Duprat, Pinto de Azevedo, Pereira Franco, dos Bondes (Machado Coelho) e outras.
A região entrou em decadência após a construção da Av. Presidente Vargas, na década de 1940, com cortiços, zona de meretrício (o famoso “Mangue”, onde Luiz Gonzaga, o rei do baião, começou a tocar quando chegou ao Rio de Janeiro) e sobrados em ruínas, até ser renovada a partir dos anos 1970. Foram então construídos o Prédio da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e o Centro Administrativo São Sebastião (CASS) - sede da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, projeto do arquiteto Marcos Konder Netto. Na década de 1990 a região recebeu obras que implantaram uma nova infra-estrutura voltada para as novas tecnologias de informação e comunicação – era o projeto do Teleporto do Rio de Janeiro -, que terminou por concentrar em um prédio uma série de empresas com atuação na Internet.
Novas ruas foram abertas e foi construído um prédio anexo ao CASS para abrigar as Secretarias Municipais de Administração e de Fazenda, entre outras. Em julho de 2007, foi inaugurado o Centro de Convenções “RIOCIDADENOVA”, em área de 16 mil m2 que inclui prédio tombado de 1869.

Praça da Bandeira:
Em 1853, exatamente no local onde hoje está a Praça da Bandeira, foi construído o antigo Matadouro da Cidade. Evoluindo em volta do matadouro público, a Praça, conhecida inicialmente como Largo do Matadouro, tornou-se o centro de gravidade para o adensamento das cercanias. Nela passava o caminho para São Cristóvão.

Foi urbanizada no início do século XX, após transferência do Matadouro, em 1881, para Santa Cruz. Outro fator que impulsionou a evolução do bairro foi a proximidade com os bairros do Estácio e Cidade Nova, dois bairros centrais que sofreram acentuada ocupação a partir da chegada de D. João VI.

A construção da avenida Radial Oeste (atual Oswaldo Aranha) e do Trevo das Forças Armadas alterou a área nas décadas de 1960/1970, assim como a abertura do Metrô. A antiga estação Lauro Muller da Supervia, passou a denominar-se estação Praça da Bandeira.

Obs: O ano da gravura do saco São Diogo é de 1835. O artista registrou esse panorama do morro do barro vermelho em São Cristóvão dentro do terreno da quinta da boa vista. No lado direito da imagem temos algumas residências,o curso final do rio maracanã e a área descampada e alagada seria parte da praça da bandeira, e do lado esquerdo temos o hospital São Lázaro e o saco dos alferes ou praia formosa, e no mesmo saco tinha a ilha melões e cães.

Dados do artista: Johann Jacob Steinmann (1800-1844)
Fonte: armazéns de dados da prefeitura.



https://www.facebook.com/EspecialRioAntigo
 — comPraia Formosa ou Saco dos Alferes. e Saco São Diogo..

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