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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Bangú



O antigo campo da rua Ferrer. Ao lado, a Fábrica de Tecidos Bangu. Fonte: Globo. —
BANGU
Corruptela de U BANG Ú, “O Anteparo Escuro”, “A Barreira Negra”, ou também BANG Ú, “Alcantilado e Torcido” ou “Cercado por Morros”, na linguagem dos índios, a outra denominação está relacionada a uma corruptela do étimo africano “BANGÜÊ”, com que os escravos chamavam o local do engenho onde se guardava o bagaço da cana-de-açúcar que, após moída, alimentava o gado. O termo ficou consagrado ainda, como denominação de uma espécie de padiola feita de tiras de couro ou fibras trançadas, usadas geralmente por dois homens para conduzir feixes de cana-de-açúcar cortada e outros materiais, numa forma improvisada de transporte que deu origem à expressão "fazer à bangu", cujo significado é fazer sem cuidado, de improviso, fazer de qualquer jeito. Essa região desabitada, inicialmente atravessada pelo caminho dos jesuítas (depois Estrada Real de Santa Cruz), foi desmembrada da Paróquia de N. Sra. do Desterro de Campo Grande, teve como primeiro proprietário, o negociante português Manoel de Barcelos Domingos que, em 21 de janeiro de 1673, fundou a fazenda Bangu, construindo nela uma capela e erguendo o Engenho da Serra, que fabricava açúcar, cachaça e rapadura, transportados em carros de bois até o Porto de Guaratiba. Muitas pendências e confusões surgiram com os proprietários vizinhos, das fazendas Piraquara, do Retiro e do Viegas, acirrando a disputa por terras. Nisso a fazenda Bangu foi mudando de dono, ao longo os 200 anos posteriores, tendo cerca de nove proprietários, entre eles, João Freire Alemão, Dona Ana Francisca de Castro Morais e Miranda, o Barão de Itacuruça, se destacando Dona Ana Francisca, a primeira a utilizar oficialmente o nome Bangu em documentos oficiais relativos à Fazenda. Em 1798, então viúva, ela através em vários recursos à justiça, procurou estender seus limites territoriais através dos de sitiantes, encapando os do Piraquara, Realengo, chegando a ameaçar as terras do Convento do Carmo. Morta Dona Ana, herdou-lhe a fazenda Bangu, seu filho, Coronel Gregório de Castro Morais e Souza, 1º Barão de Piraquara, e no início da República, a propriedade já era do negociante Manuel Miguel Martins (o Barão de Itacuruça). Em 1878, a E. F. Dom Pedro II, inaugurou o ramal de Santa Cruz e nele foi aberta, em 1890, a Estação de Bangu como um Prédio de Tábuas, que ainda existia em 1928. Somente em 1938, foi construída a atual estação em alvenaria, que hoje integra a Supervia. A fazenda Bangu, ou seja, sua casa grande, capela e senzalas, eram mais para dentro, no rio da Prata, perto do Caminho dos Cardosos, no sopé da Serra do Bangu. Em 1888, imigrantes portugueses ligados ao comércio atacadista de tecidos, resolveram montar uma Indústria Têxtil, e consideraram a região de Bangu, com muitas cachoeiras e nascentes, o local apropriado para a implantação da fábrica. Atualmente Bangu é conhecida pelo seu comércio,lojas,shopping e outras empresas de setores terceirizados.

Curiosidades: a maioria das residências próximas ao shopping Bangu( ANTIGA FÁBRICA DE TECIDOS ) são casas construídas pelos antigos funcionários da fábrica, ou seja eram residências proletárias.

Fonte: Armazéns de dados da prefeitura. Artista: aquarelado por Júlio Sena. ANO: Século XIX (19)




Rua Fonseca, Bangu, em 1958. São as casas dos operários da Fábrica de Tecidos Bangu. Foto: Tomas Somlo - acervo: IBGE.


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