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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Barra da Tijuca


Barra da Tijuca, zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, em 1958. "Barra" é um termo que define depósitos de aluvião formados nas desembocaduras de rios e canais. No caso da Barra da Tijuca, o depósito é formado pelo encontro das águas do conjunto de lagoas da região (entre as quais, a Lagoa da Tijuca) com o Oceano Atlântico, através do Canal da Joatinga. "Tijuca" é um termo de origem tupi que significa "água podre", através da junção dos termos ty ("água") e îuk ("podre"). A região da Barra era originalmente um imenso areal, assentada sobre uma ilha barreira, com vegetação rasteira típica de restinga. A área, cheia de alagadiços e imprópria para o plantio, permaneceu desocupada até meados do século XX, sendo frequentada apenas por pescadores. No ano de 1667, a região foi doada a religiosos beneditinos, que implantaram engenhos apenas nos bairros de Camorim, Vargem Pequena e Vargem Grande. Em 1900, as terras da Baixada de Jacarepaguá foram vendidas para a Empresa Saneadora Territorial e Agrícola S.A. (ESTA). A concentração de grandes extensões de terras em mãos de poucos foi uma das causas do crescimento tardio, além da dificuldade de acesso à região, por estar separada do restante do município por grandes cadeias montanhosas, com picos que variam de 800 a 1200 metros. A ocupação efetiva da região deu-se inicialmente pelas suas extremidades, tanto no atual Jardim Oceânico quanto no Recreio dos Bandeirantes, que possuem as mesmas regras urbanísticas e limites de construção, diferenciados de todo o restante da região. Para atender aos novos loteamentos do Jardim Oceânico, foi construída pela iniciativa privada a Ponte Nova sobre a Lagoa da Tijuca. O grande marco do início do desenvolvimento da Barra, no entanto, se deu na administração do governador do Estado da Guanabara Negrão de Lima, que encomendou ao urbanista Lúcio Costa um projeto urbanístico para a região. O Plano Piloto da Barra da Tijuca de 1969, similar ao Plano de Brasília, de inspiração no urbanismo racionalista, com grandes avenidas e grandes espaços abertos, marcou definitivamente o início do estilo de vida peculiar do bairro. No final da década de 1960, foi construída a Auto-Estrada Lagoa-Barra, que possibilitou o maior desenvolvimento, diminuindo o tempo de transporte para a zona sul da cidade do Rio. Por essa mesma época consolidaram-se grandes condomínios fechados, inspirados num então novo modelo de vida, com destaque para o Nova Ipanema e o Novo Leblon. Na década de 1990, outro grande marco urbanístico que possibilitou melhor ligação com a zona norte da cidade do Rio foi a criação da Linha Amarela, via expressa que liga a Barra da Tijuca à Ilha do Fundão. A partir de então, o crescimento da Barra tem se caracterizado por grandes afluências de pessoas de todas as partes da Região Metropolitana do Rio. Foto: Tomas Somlo - acervo: IBGE.

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