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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Leme

Forte do Leme



Leme, 1971. Foto de Gyorgy Szendrodi.




Leme:
Praia do Leme era o nome dado ao trecho arenoso que ia do antigo Morro do Inhangá até o Morro ou Pedra do Leme. O nome “Leme” foi dado devido à forma dessa elevação, que lembra o leme de um navio. Espremido entre o Morro da Babilônia e o Oceano Atlântico, o Leme era um areal deserto, até que a Companhia de Construções Civis (de Otto Simon e Duvivier) criou as ruas do bairro, entre 1892 e 1894. Sua principal rua, a Gustavo Sampaio, foi aberta em 1894. Com a inauguração do Túnel Novo, ou do Leme, em 1906, a linha de bondes da Companhia Ferro-Carril Jardim Botânico chegaria ao final do Leme, na Praça do Vigia. Em 1906, acompanhando a orla do Leme e Copacabana, a Avenida Atlântica foi concluída e se tornaria cartão postal do bairro. Mais tarde, em 1971, seria duplicada para a implantação do calçadão.
Junto ao Morro da Babilônia ficava a Chácara de Torquato Couto,
depois alugada a Chaves Faria. Também residiu nela a família de
Wilhelm Marx, (pai do paisagista Roberto Burle Marx), que construiu a Ladeira da Babilônia, atual Ari Barroso, famoso compositor que ali morou. Embaixo se ligava à Rua Araújo Gondin (atual Gal. Ribeiro da Costa), onde os padres dominicanos fundaram a Igreja N. Sra. do Rosário, construída entre 1927 e 1931. O início de ocupação das encostas do Morro da Babilônia se deu em 1915. A partir de 1934, a ocupação aumentou consideravelmente, dando origem às Comunidades da Babilônia e do Chapéu Mangueira. No alto do Morro da Babilônia (238 m), existia um Telégrafo, acessado por estrada que partia da Ladeira do Leme, e que hoje foi absorvido por grande área de reflorestamento. No cume do Morro do Leme destaca-se o Forte Duque de Caxias, construído em 1776, com a denominação de Forte da Espia ou do Vigia, situando-se a 125 m de altitude. Em 1823, o forte recebeu armamento de artilharia.
de Estudos de Pessoal do Exército. Dentro da área do Forte, existem ruínas datadas de 1711 e 1823 na denominada Pedra do Anel, que deviam servir para sinaleiros observarem a movimentação de navios na entrada da Baía de Guanabara.
A partir dos anos 1950 e 1960, grandes prédios residenciais ocuparam a estreita área do bairro e surgiram hotéis, destacando-se a torre do Le Meridien, com 37 pavimentos, atual “Iberostar-Copacabana”. O Leme, contudo, manteve sua tranqüilidade, bem representado pelo “Caminho dos Pescadores” junto à Pedra do Leme, onde há uma das mais belas vistas da orla carioca.
Fonte: Armazéns de Dados da Prefeitura e Portal Geo Rio.

Imagem: Fotógrafo Marc Ferrez, Ano da foto; 1890



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