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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Glória

FotoOuteiro da Glória. Anos 40


Rua Pedro Américo, Glória, em 1958. Pedro Américo de Figueiredo e Melo (1843-1905) foi um romancista, poeta, cientista, teórico de arte, ensaísta, filósofo, político e professor brasileiro, mas é mais lembrado como um dos mais importantes pintores acadêmicos do Brasil. Desde cedo demonstrou inclinação para as artes, sendo considerado um menino-prodígio. Ainda muito jovem participou como desenhista de uma expedição de naturalistas pelo Nordeste, e recebeu apoio do governo para se formar na Academia Imperial de Belas Artes. Fez seu aperfeiçoamento artístico em Paris, estudando com mestres célebres, mas se dedicou também à ciência e à filosofia. Logo após seu retorno ao Brasil passou a dar aulas na Academia e iniciou uma carreira de sucesso, ganhando projeção com grandes pinturas de caráter cívico e heróico, inserindo-se no programa civilizador e modernizador do país fomentado pelo imperador Dom Pedro II, do qual a Academia Imperial era o braço regulador e executivo na esfera artística. Ele nasceu em Areia/PB e faleceu em Florença, na Itália, vítima de Beribéri - doença esta que sofria desde a infância. Foto: IBGE.



Glória:
Antecedentes; A elevação onde foi construída a Igreja de N.Srª da Glória está profundamente relacionada à história do Rio de Janeiro. Chamada inicialmente de Morro de Uruçu mirim, situado à beira-mar, funcionava como base dos invasores franceses, que desde 1555 haviam se instalado na Ilha de Serigipe (atual Ilha de Villegaignon), com a missão de fundar a colônia da França Antártica no Rio. Em 1560, com o objetivo de expulsar da Guanabara os invasores franceses e seus aliados tamoios, o Governador-Geral do Brasil, Mem de Sá, organiza um exército que invade e destrói o Forte Coligny, base dos franceses, que fogem para o território, levantando fortalezas como a do Morro de Uruçu mirim.

E foi no antigo outeiro de Uruçu mirim, em 1567, que travou-se a batalha definitiva dos portugueses contra os invasores franceses, quando Estácio de Sá foi atingido por uma flecha envenenada, vindo a morrer alguns dias depois.

O bairro teve início no alto de um desabitado outeiro à beira-mar, onde, em 1671, o Capitão Antônio Caminha ergueu uma ermida rústica em louvor a Nossa Senhora da Glória. No mesmo lugar, em 1714, surgiu uma igreja de pedra e cal, em forma poligonal, projeto do arquiteto José Cardoso Ramalho, a bela Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, uma joia do barroco brasileiro, que ficou pronta em 1740, em terras doadas por Cláudio Gurgel do Amaral. Em baixo, na orla, havia plantações e um caminho precário em direção ao Catete, que passava pelo alagado Boqueirão da Glória, aterrado, mais tarde, para a construção do Largo da Glória. Ali desembocava um braço do Carioca, o Rio Catete. No governo do Vice-rei Marquês do Lavradio, entre 1769 e 1779, foram feitas várias melhorias na área, como o alargamento do caminho para o Catete, guarnecido com uma grossa amurada para protegê-lo contra as ondas da Baía de Guanabara e a Fonte ou Chafariz da Glória, que trazia água do morro de Santa Teresa, e é tombado pelo patrimônio federal.Após sua chegada ao Rio de Janeiro em 1808, a Família Real Portuguesa caiu de amores pela Igreja da Glória.

Ali foi batizada, em 1819, a primeira filha de D. Pedro I e D. Leopoldina, a princesa Maria da Glória, futura Rainha D. Maria II de Portugal. A partir daí todos os membros da Família Imperial foram batizados lá, incluindo D. Pedro II e a Princesa Isabel. Em 1839, D. Pedro II outorgou o título de "Imperial" à Irmandade, que passou a ser conhecida, a partir de então, como Imperial Irmandade da Nossa Senhora da Glória do Outeiro.

A amurada foi ampliada e reforçada, em 1905, quando o Prefeito Pereira Passos a dotou da balaustrada de bronze e do relógio, ambos em estilo “Art Nouveau”. Pereira Passos criou, também, a chamada Rua Augusto Severo, precursora da Avenida Beira Mar. O Largo da Glória foi remodelado, em 1857, com a instalação de um cais com trapiche e do Mercado da Glória que, mais tarde, se transformou em um “cortiço” e foi demolido pelo prefeito Pereira Passos, e substituído por uma praça, a de Pedro Álvares Cabral. Próximo ao conjunto, ficava a Fábrica da City, com sua alta chaminé, onde o esgoto da Cidade era tratado e levado mar adentro, por barcos. Esse serviço foi inaugurado em 1864. Atualmente, o prédio da antiga City abriga a Sede da Sociedade de Engenheiros e Arquitetos do Estado do Rio de Janeiro – SEAERJ.
Ao pé do outeiro da Glória ficava a Praia do Engenheiro Russel, no Saco da Glória que, mais tarde, foi aterrado para fazer surgir a Praça Luis de Camões. Junto a ela foi construído, na década de 1920, o luxuoso Hotel Glória que hospedou e ainda hospeda presidentes e celebridades. A Glória foi um bairro aristocrático no fim da monarquia: foi sede do poder eclesiástico que se localizava no Palácio São Joaquim. Também lá estava o do Templo da Humanidade, da Igreja Positivista e, em 1929, ganhou a Praça Paris, área de 48 mil metros, inspirada no paisagismo francês da “belle époque”. As ruas Dona Luísa (Cândido Mendes) e Santa Isabel (Benjamim Constant) surgiram para a criação de um novo bairro residencial junto a Santa Teresa. Outro marco é o Hospital da Beneficência Portuguesa, fundado em 1840, para atender à numerosa comunidade lusa da Cidade.
A construção do aterro e implantação do Parque Brigadeiro Eduardo Gomes ou Parque do Flamengo, na década de 1960, fez com que a Glória incorporasse parte dessa extensa área de lazer, incluindo a Marina da Glória, o Monumento aos Mortos da Segunda Guerra Mundial e o importante Museu de Arte Moderna – MAM, projeto do arquiteto Affonso Eduardo Reidy. Também é destaque o recém instalado Memorial Getúlio Vargas na Praça Luis de Camões.

MERCADO DA GLORIA (1858 - 1904)

Ficou pronto em 1858 quando foi aberto ao público para a venda de produtos hortifrutigranjeiros, mas isso não aconteceu. Poucos eram as lojas que vendiam hortaliças o resto das galerias não foram aproveitadas. Algumas lojas também funcionavam de forma ilegal como açougues, padaria e quitanda.
Em 1893 foi sede do Batalhão da Guarda Nacional que lá ficou por um pouco mais de um ano. Depois foi abandonado e virou um verdairo cortiço.Cogitou-se em usar o prédio como base da Escola de Belas Artes, mas a ideia não foi levada adiante mesmo tendo sido a pedra fundamental da Escola lançada. Durante o governo do prefeito Pereira Passos e suas obras de reforma e urbanização da cidade, o Mercado da Gloria começou a ser demolido. Era o dia 7 de maio de 1904. O lugar foi totalmente urbanizado recebendo praças, arborização, etc. Por ironia do destino hoje o local onde ficava esse mercado está abandonado novamente ou seja o Largo da Glória.

Fonte: Armazéns de Dados da Prefeitura e Portal Geo Rio.
Imagem: Fotogravura de Victor Frond, Ano; 1865.

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