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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Lapa

Este Chafariz, de formato parietal, ou seja, preso a parede é uma das relíquias que ainda restam da Antiga Rua Matacavalos, atual Rua do Riachuelo. Foi tombado pelo IPHAN em 1938. Localizado no nº 157 do atual logradouro.

Olha que legal: Mandado construir por ordens de D. João VI para servir à população, por causa da falta de água que assolava o Rio de Janeiro na época. 

Olha que interessante: Foi erguido por ordens de Dom João VI em 1817, pelo Intendente Geral da Polícia Paulo Fernandes Viana - Nove anos após a chegada do rei ao Brasil (1808). 

Outra Curiosidade: a inscrição da placa diz: " O rey por bem do seu povo - MFEO = Mandado Fazer e Oferecido pela polícia 1817.

Essa semana estarei por lá para verificar essa relíquia colonial de perto. Quem passar por lá tira uma foto pra gente tá?


Rua Matacavalos - Atual Rua do Riachuelo. Local onde se passa parte da obra Dom Casmurro, de Machado de Assis. Onde morou os personagens Bentinho e Capitú.

Tinha esse nome por causa do tremendo esforço dos cavalos em subir a ladeira. A foto é de Augusto Malta, início do século XX. — em Rua Matacavalo.
Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Lapa do Desterro.

Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Lapa do Desterro.

A Capela primitiva foi construída em conjunto com um Seminário em terreno doado pelo Capitão Antônio Rabelo Pereira, no ano de 1750. A iniciativa das obras coube ao missionário apostólico Padre Ângelo Siqueira em 1751, à época possuía a invocação de Igreja de Nossa Senhora da Lapa do Desterro. Em 1810, por decisão do Princípe-Regente, Dom João VI, a Igreja e o Seminário foram cedidos aos frades Carmelitas, em troca do Convento e Igreja que esta congregação possuía na atual Praça XV, e que passaram a ser utilizadas pela Corte. A partir de 1810, portanto, a capela e o antigo seminário, transformado em casa conventual, passaram a se denominar de Nossa Senhora do Carmo da Lapa. No dia 24 de outubro de 1810, a imagem de Nossa Senhora do Carmo foi entronizada no altar-mor da capela. Em 1824, a Igreja foi reconstituída, em 1827 ergueu-se o arco do cruzeiro, as reformas até julho de 1849, quando o templo foi abençoado. Um novo período de reforma ocorreu em 1881 quando foram realizados trabalhos de douração e pintura decorativa "adamascado". A igreja possui frontispício de linhas sóbrias, com empena triangular, revestimento completo de azulejos raros do século XIX guarnecem as duas torres da fachada, apenas uma é sineira. Os quatro sinos de seu campanário datam respectivamente de 1781, 1782 e 1866. Três portas dão acesso ao interior do templo, que tem nave única e quatro altares; três janelas clareiam o coro. No altar-mor está a imagem de Nossa Senhora do Carmo, cujo camarim foi executado por Mestre Valentim. Possui a igreja, apesar do incêndio, algumas peças de grande valor, como as telas atribuídas a João de Souza, e as imagens dos Apóstolos, chapeadas de prata, atribuídas a Mestre Valentim. Dom Pedro II, esteve presente à diversas festividades do Espírito Santo, realizadas no templo. No interior da Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Lapa, estão depositados os restos mortais de Frei Pedro de Souza de Santa Mariana, preceptor de Dom Pedro II, quando infante. Contíguo ao templo existe a Capela da Irmandade de Nossa Senhora da Lapa.

Artista: Litografado por Desmons Iluchar e Tirpenne ; Ano: 1854
Fonte: Site do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional)
Endereço: Largo da Lapa, Centro - Rio de Janeiro - RJ
— com Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Lapa.

Foto

Se olhar a foto com atenção, você verá um bonde antigo deslizando pelos Arcos da Lapa. Há mais de um ano, o morador da cidade não vê mais o bondinho passar por ali desde que aconteceu o acidente com o bonde número 10, no dia 27 de agosto de 2011, quando seis pessoas morreram e 57 ficaram feridas. Os bondes faziam parte não só do cenário do bairro de Santa Teresa mas da paisagem do Centro. Era comum os passageiros espicharem os pescoço para ver manifestações na Lapa quando estavam sobre os Arcos.

Pedra da lancha, sempre"Pedra da Lancha"!!!

Quiosque na Lapa. Início séc XX. Foto: Augusto Malta.



UM PASSEIO NO TEMPO ARCOS DA CARIOCA NO SÉC. XVIII (18).

O que conhecemos hoje como Lapa estava fora dos muros da cidade em meados do século XVIII. A cidade propriamente dita estava cercada por morros e alagadiços e sofria de um crônico problema de abastecimento de água potável.
Do alto da serra que circundava a cidade, nascia um rio de nome Carioca, onde os escravos iam buscar a escassa água de boa qualidade, mediante uma marcha de muitas horas. Nessas nascentes, em meados do século XVII, havia sido iniciada a canalização das águas em direção à cidade.
As obras se arrastaram por décadas e foram objeto de muita controvérsia acerca da melhor solução e do melhor trajeto. Em 1721, a canalização chegou até o morro do Desterro, onde viria a ser construído o Convento de Santa Teresa. Entre o morro e a cidade, entretanto, estendiam-se 300 metros de brejos e lagoas, a serem vencidos com a milenar técnica romana de construção de arcos, uma ponte para as águas. Os Arcos da Carioca foram construídos por braço escravo, utilizando pedra, tijolos, areia, cal e óleo de baleia. O primeiro chafariz, inaugurado no Largo da Carioca em 1723, fez a alegria da população e abriu caminho para a expansão da cidade. Para sair da cidade passava-se pelo Caminho de Matacavalos (Atual rua Riachuelo) e por uma estrada que margeava a lagoa da Sentinela (Ficava exatamente na quadra entre as ruas do Lavradio, Inválidos, Senado e Ubaldino do Amaral), indo pelo arraial de Mataporcos (hoje Estácio), pelo Engenho Velho dos padres jesuítas e seguindo para os sertões, em direção à Capitania de Minas Gerais. Por este caminho, seguiam viajantes, mascates e soldados, guiando tropas de burros, levando açúcar, carvão e todo tipo de mercadorias. Por ele também vieram as duas expedições francesas que invadiram a Rio no século XVIII. Ao final do século, o Rio de Janeiro era uma cidade obscura.
A cultura portuguesa apresentava ainda fortes traços herdados de dez séculos de dominação árabe. A mulher de então ocupava posição subalterna e desconhecia as cenas da cidade, a não ser aquelas que se passavam à frente de seu balcão. Faziam parte do cenário, os homens que iam pelas ruas, donos da cidade e da política, e uma multidão de escravos, pedreiros, barbeiros ou sem profissão definida, e as negras de ganho ou de casa, também com hábitos muçulmanos adquiridos, roupas coloridas, panos de cabeça e costa, balangandãs.

Fonte: armazéns de dados da prefeitura e IPP (Instituto Pereira Passos). Artista: Carlos Gustavo Nunes Pereira - GUTA
OBS: A obra de arte é uma reconstrução gráfica idêntica como o Rio de Janeiro seria na época. O primeiro nome do arco era Arcos da Carioca. Foi em meados do século XIX (19) que foi chamada de Arcos da Lapa.





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