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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Largo da Carioca


LARGO DA CARIOCA EM 1608, UM PASSEIO NO TEMPO

Ao erguerem, no início do século XVII, um mosteiro consagrado a Santo Antônio na então nascente cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, os frades franciscanos sequer imaginavam que aquela inóspita e deserta região, cercada por morros e repleta de lagoas e manguezais, iria, no decorrer de sua história, se transformar em um dos pontos mais movimentados da cidade.
Freqüentado por senhores e escravos, nobres e plebeus, devotos e aventureiros, capitalistas e operários, estudantes e mestres, nada pode ser tão carioca quanto o Largo.
Mesmo com as inúmeras mudanças que sofreu ao longo destes quatro séculos – e que são reproduzidas nesta obra, o Largo da Carioca nunca perdeu sua natureza popular. É, desde sempre, um espaço democrático. Ainda que não tenha sido palco de relevantes acontecimentos históricos e políticos, acompanhar sua história permite uma análise do desenvolvimento da civilização que se estabeleceu nas terras da Guanabara. Por ali, passaram homens que, atuando em um cenário de acontecimentos cotidianos, contribuíram para
delinear o espírito do povo carioca. Toda planície onde atualmente está situado o centro da cidade do Rio Janeiro era uma extensa área pantanosa cercada pelos Morros do Castelo, de Santo Antônio, de São Bento, da Conceição e do Desterro (Santa Teresa) e, em meio ao pântano, existiam diversas lagoas.
O Largo da Carioca está situado exatamente onde era a Lagoa de Santo Antônio, que se espraiava por uma grande área de mangues e se estendia até onde está construído o Teatro Municipal. A lagoa era cercada pelos Morros do Castelo e de Santo Antônio. Em 1607, os frades franciscanos receberam como doação uma grande área no Morro de Santo Antônio, que, na época, era um lugar ermo e distante da cidade.
Havia, já, nas redondezas uma pequena ermida consagrada a Santo Antônio, situada próxima às margens da lagoa e foi esta ermida que deu nome à lagoa e ao morro. Em 1608, foi lançada a pedra fundamental do Convento de Santo Antônio e dois anos depois chegou o galo do campanário, que permanece até hoje.

Fonte: armazéns de dados da prefeitura.
Artista: Carlos Gustavo Nunes Pereira - GUTA
OBS: A obra de arte é uma reconstrução gráfica idêntica como o Rio de Janeiro seria na época.







UM PASSEIO NO TEMPO – LARGO DA CARIOCA - 1650

No começo de 1615, os franciscanos se transferiram definitivamente para o convento, ainda em obras. A primeira missa foi celebrada no dia 7 de fevereiro do mesmo ano com as paredes da igreja a meia altura. O convento só ficou pronto em 1617. O aspecto arquitetônico era simples, de acordo com o espírito franciscano, com apenas mais um andar além do pavimento térreo.

Em 1641, após muitas queixas dos franciscanos quanto aos mosquitos que infestavam as águas paradas da lagoa, foi aberta uma vala para drená-la, ligando-a com o mar. Essa vala, que deu origem à Rua Uruguaiana e foi durante muito tempo o limite norte da cidade, com o tempo, além de não cumprir seus objetivos, tornou-se um terrível esgoto, despejo de toda a sorte de detritos. Na tentativa de melhorar a drenagem, em 1646 foi construído um duto de pedra e cal ligando a vala ao mar, junto ao Terreiro do Carmo (atual Praça XV). Assim, uma nova via se formou: a Rua do Cano (atual Sete de
Setembro). Em 1649 foi concluído o muro que cercava o convento.

Fonte: armazéns de dados da prefeitura e IPP (Instituto Pereira Passos). Artista: Carlos Gustavo Nunes Pereira - GUTA
OBS: A obra de arte é uma reconstrução gráfica idêntica como o Rio de Janeiro seria na época.

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