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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Morro do Castelo

ESPLANADA DO CASTELO - Malta.A.C 1922 Biblioteca Nacional.

MORRO       

Esta pintura é de Fernando Pacheco, mas ilustra o livro de Luiz Edmundo.

O historiador que quer ter uma noção dos costumes do povo carioca, entre o Império e a República, não pode deixar de ler " O Rio de Janeiro do Meu Tempo" de Luiz Edmundo. 

Nasceu no Rio em 1878 e faleceu em 1961. São histórias que ele presenciou ou ouviu falar. Destaco aqui, alguns trecho para se ter ideia do Cotidiano carioca no Morro do Castelo:

LUGAR DE POBRE - SÉCULO XIX
"Os morros de Santo Antonio e do Castelo, no coração da Cidade, são dois arraiais de aflição e de miséria. No Rio de Janeiro, os que descem na escala da vida, vão morar para o alto, instalando-se na livre assomada das montanhas, pelos chãos elevados e distantes, de difícil acesso.
VESTUÁRIO - SÉCULO XVI À XVIII
Diante da Igreja havia uma espécie de pracinha, irregular e feia, onde , tempos depois, toda uma multidão, vinda dos quatro cantos do morro, massa, se ajuntava: homens de prol, capitães da armada, capitães e soldados da guarnição da terra, índios aliados,fortes e nus e até damas que roçagavam sedas, as sedas lavradas e brosladas da época, que era a dos decotes amplos e quadrados, das marlotas e dos chapins de cetim. Que os homens de qualidade, esses vestiam grilhões de raso, meias de chamalote cobrindo perna e cocha, capas de baeta sobre os ombros e, à cabeça, um chapeuzinho de copa rígida, posto um pouco de banda, com a sua pluma, colorida, a fremir e a ondular. Ao selvagem da América a indumentária espaventada. Era a civilização trazida pelo luso, dominando a bruteza da terra.

Fonte: O Rio de Janeiro de Meu Tempo - Luiz Edmundo. Volume 1. 3ª Edição.



MORRO DO CASTELO - Século XIX - AN
Detalhe da Igreja à esquerda.

Olhem que raridade esta outra foto, dos anos 50, onde ainda se vê restos do Morro do Castelo!!

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