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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Personagens


Conde de Irajá - O CONDE DE IRAJÁ;

Manuel do Monte Rodrigues de Araújo, primeiro e único conde de Irajá, (Recife, 17 de março de 1798 — Rio de Janeiro, 11 de junho de 1863) foi um político e religioso católico brasileiro, filho de João Rodrigues de Araújo e de Catarina Ferreira de Araújo.

Era político, foi professor de teologia durante dezesseis anos no seminário de Olinda, deputado provincial na Assembleia Geral duas vezes, pela província do Pernambuco, nas 3.ª e 4.ª legislaturas (1834-1841), e pelo Rio de Janeiro na 6.ª legislatura (1845-1847).
Armas do conde de Irajá, as mesmas do ramo nobre português da família Araújo. Capelão-mor do Imperador D. Pedro I e de D. Pedro II, sagrou e deu a benção nupcial a D. Pedro II e a Imperatriz D. Teresa Cristina de Bourbon-Duas Sicílias e às princesas D. Januária e D. Francisca e batizou os príncipes imperiais, D. Afonso, D. Isabel, D. Leopoldina e D. Pedro de Bragança e Bourbon (neto do imperador).

Era prelado doméstico, assistente ao Sólio Pontifício, nono bispo do Rio de Janeiro, confirmado por bula do Papa Gregório XVI, tomando posse em 1840; membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) , da Academia de Ciências e Artes de Roma. Foi condecorado com a Grã-Cruz da Ordem de São Januário, da Ordem de Francisco I, grande dignitário da Imperial Ordem da Rosa. Foi agraciado com o título nobiliárquico de conde de Irajá, através de decreto imperial de 25 de março de 1845. Autor de várias obras de teologia e moral entre elas do "Compêndio de Teologia Moral e Elementos de Direito Eclesiástico".

Foi também o último proprietário da Fazenda Grande de Irajá, uma grande produtora de cana de açúcar, cuja a casa grande ficava próxima por um pouco mais de 100 metros da paróquia de Nossa Senhora da Apresentação de Irajá,onde administrou até a sua morte em 1863, após o seu falecimento a Fazenda Grande foi apossada pelos seus próprios lavradores para o cultivo de produtos hortigranjeiros, como condição de sustentar as suas famílias. Com a ação do tempo a sede do engenho e pela falta de manutenção , só sobraram os muros da fazenda e um punhado de pó e cascalho, as ruínas foram vistas até a metade da década de 1940.

Curiosidades: As ruínas da fazenda grande de Irajá está justamente no local de um colégio que cujo o nome da atual propriedade é o Instituto Jesus Eucarístico. Era exatamente neste local que foi o centro de toda a produção açucareira da baixada de Irajá.

Artista: Sébastien Auguste Sisson;
Fonte: Wikipedia e armazéns de dados da prefeitura - Irajá;
Ano da Gravura: 1861, do álbum "Os Contemporâneos"


Duque de Caxias

Duque de Caxias
O Barão,Visconde,Conde,Marquês e Duque de Caxias foi Luiz Alves de Lima e Silva. Ele nasceu no RJ, no arraial do Porto Estrela (atual Município de Magé) no dia 25 de agosto de 1804 (dia do soldado) no qual ele é o patrono do exército. Era filho do marechal Francisco de Lima e Silva que foi um dos três membros da regência, nomeados no dia da abdicação de D.Pedro I, em 07 de Abril de 1831, e que faleceu em 02 de Dezembro de 1853, e de sua mulher D.Mariana Cândida de Oliveira Bello que faleceu em 11 de Novembro de 1841, Dama Honorária de SM.a Imperatriz. Era irmão do conde de Tocantins e da baronesa de Suruhy (Tios do Duque de Caxias). Casou em 06 de Janeiro de 1833 com D.Ana Luiza Carneiro Vianna (esposa), nascida em 30 de Dezembro de 1816 e falecida no Rio de Janeiro em 23 de Março de 1874. Era filha do Conselheiro Paulo Fernandes Vianna e de D.Luiza Rosa Carneiro da Costa (os pais da esposa) que era filha de Braz Carneiro Leão e de sua mulher D.Ana Francisca Rosa Maciel da Costa (os avós materno da esposa do D. de Caxias), Baronesa de S.Salvador de Campos. O Duque de Caxias e sua esposa teve três filhos Luisa do Loreto, casada com o Barão de Santa Mônica. A Baronesa de Ururahy, D.Ana Francisca de Loreto Carneiro Viana de Lima e Silva e Luís Alves Lima e Silva Filho que faleceu jovem. Caxias reconhecido cadete aos 5 anos de idade no 1º Regimento de Infantaria da Corte, cursou com brilhantismo a Real Academia Militar em 1823. Ainda tenente foi fazer a Campanha da Baia e desde esta data a sua gloriosa espada esteve sempre em defesa da Pátria. Em 1835, ocorrendo a revolução do Farroupilha no Rio Grande do Sul, que durou 10 anos foi então barão de Caxias o depois de alguns combates sufocou a rebelião nas províncias de SP e MG, derrotando os rebeldes em Santa Luzia a 20 de Agosto de 1842. Em 1851 declarada a guerra entre o Brasil e o ditador Rosas no Uruguai, foi ainda o conde de Caxias que a frente de 18.000 brasileiros em Setembro desse ano,entrou no território Oriental e a 18 de Outubro, Oribe rendia-se com todo o seu Exército. Fez toda a campanha na Guerra do Paraguai e como comandante em chefe da forças brasileiras,levou de vencida os paraguaios sucessivamente nas batalhas de Tuyuty, Humayta, Uruguayana etc. Até a entrada triunfal em Assunção em 05 de Janeiro de 1869. Foi marechal do Exercito Brasileiro, Senador pela província do RS,em 1845,Conselheiro de Estado em ministro da Guerra no 12º Gabinete de 1853, Presidente do Conselho em 1856,1861 e 1875, gerindo sempre a Pasta da Guerra. Era Gran-Cruz da I.Ordem do Cruzeiro,da 1º Ordem de D.Pedro I (única pessoa que possuiu a Gran-Cruz desta Ordem,reservada somente aos príncipes de sangue) da 1º Ordem de S.Bento de Aviz, Gran-Cruz efetivo da 1º Ordem da Rosa,da Ordem de N.S.da Conceição de Vila Viçosa de Portugal,etc.
Tinha as seguintes medalhas: Medalha Oval da Independência da Baia com passador de ouro, a Comemorativa da rendição de Uruguaiana,a do Exercito Oriental do Uruguai,a de ouro de Mérito e Bravura Militar e a da Campanha do Paraguai com passador de ouro. Tinha residência e chácara na rua Conde de Bonfim (antigo caminho do andarahy pequeno ou caminho da fábrica das chitas.) na Tijuca que atualmente é o supermercado Extra, era um visitante assíduo da igreja são Francisco Xavier do Eng Velho, faleceu no dia 7 de maio de 1880 em sua fazenda em Desengano (atual distrito Barão de Jurupanã), no município de Valença.

2 comentários:

  1. Quanto ao artigo O CONDE DE IRAJÁ, observamos que a casa grande da fazenda do Irajá não estava localizada onde é hoje Instituto Jesus Eucarístico, e sim em proximidade do Hospital Municipal Francisco da Silva, mais o menos ao meio das duas quadras entre a Estrada da Água Grande, Rua Amâncio Bezerra e Rua Brito Travasso. A noção de que estaria no hoje Instituto Jesus Eucarístico nasce de foto publicada na revista Rio Illustrado de 1937, onde por uma arcada da ruína se avista a igreja de Nossa Senhora da Apresentação. Porem esta foto foi impressa invertida, mostrando a torre a esquerda da igreja e não a direita. Desfazendo a inversão pode-se observar que esta ela no ponto acima citado.

    Ronaldo Luiz-Martins

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    1. Ronaldo, Ficamos gratos pela sua contribuição. Seus comentários despertaram interesses por aqui!
      Continue contribuindo!

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Comentários