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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Rio de Janeiro : Fundação

Botafogo: 

A história do bairro de Botafogo se confunde com a própria história da fundação da Cidade do Rio de Janeiro em 1565. O Rio de Janeiro começou no morro Cara de Cão, onde hoje está localizada a fortaleza de São João.
Quatro meses depois da fundação, Estácio de Sá resolveu demarcar os limites da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro e doou, como era costume na época, a seu amigo Francisco Velho, que também tinha ajudado na fundação do Rio. Mas o bairro acabou sendo batizado em 1590, quando Antônio Francisco Velho vendeu suas terras para um amigo, João Pereira de Sousa, conhecido pelo "Botafogo", desde que foi chefe da artilharia do famoso Galeão Botafogo de 1535, que era na época o maior navio do mundo. Três nomes se destacam na história de Botafogo: João Pereira de Sousa Botafogo, que comprou as terras do seu primeiro ocupante, Antônio Francisco Velho, e deu nome ao bairro, e o Vigário Geral Dom Clemente José de Matos, proprietário de toda a região no século XVII, desde a praia até a Lagoa Rodrigo de Freitas. Em 1657, o Vigário abriu em suas terras um caminho que deu origem à atual Rua São Clemente. A chegada a Família Real à cidade, em 1808, mudou a vida do Rio e naturalmente de Botafogo também: de bairro rural, transformou-se no local preferido pelos nobres e também pelos comerciantes ingleses que procuravam Botafogo para fixar suas belas residências.Pouco a pouco, ao longo do século XIX, as terras do bairro foram sendo ocupadas por residências de ricos aristocratas,principalmente na Rua São Clemente, e o bairro se transformou na região mais seleta da Cidade. durante a maior parte do século XIX, o lugar mais nobre do bairro, continuava sendo a Rua São Clemente, onde moravam todos os barões do café, viscondes e comerciantes ricos já na Voluntários da Pátria, estabeleciam-se os pequenos nobres e comerciantes. Em 1906, após a ampliação da Avenida Beira-mar até a orla da Praia de Botofogo, os serviços expandiram-se e muitas das imponentes mansões foram ocupadas por embaixadas, consulados, colégios e, mais tarde por clínicas, restaurantes e sedes de empresas. No início do século XX, Botafogo passou a ser habitado também por operários, artesãos, comerciantes, etc, fazendo surgir habitações coletivas, cortiços e vilas.
Hoje, Botafogo tem a segunda população da Zona Sul, uma estação de metrô e abriga colégios tradicionais, centros comerciais e empresariais,equipamentos culturais, restaurantes, grandes empresas, hospitais,clínicas e o imponente Palácio da Cidade, sede da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro.

Dados da imagem: Praia de Botafogo em 1893, fotografia de Marc Ferrez.
Fonte: armazéns de dados da prefeitura




AS RUAS DO RIO DE JANEIRO IMPERIAL - 1º PARTE

Nota : quando aparecer (ver a rua,travessa ou largo) é porque esta logradouro está relacionado com outro ou porque este mesmo trocou por futuro nome.

ACCLAMAÇÃO (campo da) - Adotou esse nome a partir de 22.10.1822, por portaria do Ministério do Império, em virtude da aclamação de D. Pedro I como Imperador do Brasil.

Antigo SANT’ANNA (campo de) - que a partir de janeiro de 1890 passou a chamar-se praça da Republica, em razão da proclamação republicana brasileira realizada nesse local em 15.11.1889. Nos anos seguintes foi subdividida com outros nomes, tais como: praça Cristiano Otoni, parque Julio Furtado, praça Duque de Caxias. Em 13.08.1964, pela Lei 575, voltou o parque existente no centro da praça da República a denominar-se campo de Sant’Anna (Ver).

ADELLOS (beco dos) – Nome adotado no século XVIII em razão da concentração de vendedores de roupas usadas e de outras mercadorias de segunda mão, ou seja, os adelos, na linguagem clássica portuguesa. Depois passou a se chamar beco da Alfândega por se achar perto da rua da Alfândega. Em 1817 recebeu o nome de Dom Fernando (rua de), em homenagem a D. Fernando José, de Portugal, que fora vice-rei e mais tarde ministro de D. João VI. Ver TINOCO (travessa do).

AFFONSO (travessa do) – Aberta no ano de 1874 e vai da rua do Conde de Bomfim, em direção ao morro, atravessando o rio.

AFLITOS (beco dos) – Em 1796 Manuel Luís Santana Gomes, proprietário dos terrenos desde da esquina do antigo beco até a rua da Conceição, mandou arruá-la. Recebeu o nome de beco dos Aflitos, pois na esquina com a rua da Alfândega estava o antigo oratório de Nosso Senhor dos Aflitos. Depois, em 30.5.1888, recebeu o nome de travessa do Dias da Costa, homenageando o juiz de paz e político municipal. Em 1946 passou a chamar-se de rua Armando de Salles Oliveira, um dos líderes da revolução constitucionalista de 1932 e governador do Estado de São Paulo (1935-1936).

AGUIAR (travessa do) – Aberta em 1874, nos terrenos de propriedade de João Antônio Pereira de Aguiar, daí o nome. Continuação da travessa do Bom-Jardim e vai findar no morro do Pinto. Hoje rua Guapi, pelo Decreto 1165 de 31.10.1917 e situada entre a rua Nabuco de Freitas e a travessa Silva Baião.

AJUDA (largo da) – Na esquina das antigas ruas dos Barbonos e da Guarda Velha (atuais Evaristo da Veiga e Treze de Maio) erguia-se a residência de Ana Teodora Ramos Mascarenhas, mãe do sexto bispo do Rio de Janeiro, Dom José Joaquim Justiniano Mascarenhas Castelo Branco, que fora elevado à cátedra episcopal em 1774. Daí a origem do nome do largo da Mãe do Bispo, que compreendia, na época, um pequeno espaço entre a rua dos Barbonos, o muro do Convento da Ajuda e o Seminário de São José. Posteriormente, devido à proximidade do convento adotou-se denominação de largo da Ajuda. A partir de 1871, teve o nome mudado para praça de São José, em razão da construção da Escola São José, em terreno cedido pelas freiras do Convento da Ajuda. Neste prédio veio a se instalar em 1895 a Câmara Municipal. Em ato da Câmara Municipal de 4.05.1888 mudou-lhe o nome para praça Ferreira Vianna, em homenagem a Antonio Ferreira Vianna, conselheiro e presidente da Câmara. Em 1904 esta praça, no trecho próximo a avenida Treze de Maio, foi alargado com a abertura da avenida Rio Branco, e com a inauguração monumento de Floriano Peixoto, em 1910, passou a denominar-se praça Floriano.

AJUDA (rua da) – Recebeu a denominação primitiva de caminho de N. S. da Ajuda por principiar em frente à ermida de N. S. da Ajuda, fundada por volta de 1590.
Com a inauguração em 3.05.1750 do Convento da Ajuda passou a denominar-se simplesmente rua da Ajuda. Pelo Decreto 407 de 15.05.1897 recebeu a denominação de rua do Chile, em homenagem à República do Chile. A maior parte dessa antiga rua desapareceu em 1905 com a abertura da avenida Rio Branco, restando um pequeno trecho entre a rua São José e a avenida Rio Branco, que recebeu o nome de rua Melvin Jones pelo Decreto- lei de 7.05.1962. O Convento da Ajuda foi vendido em 1911 e em outubro do mesmo ano foi iniciada a sua demolição, surgindo mais tarde em 1928, o primeiro arranha-céu que iria constituir a atual área da Cinelândia.

ALFÂNDEGA (rua da) – Primitivamente foram adotados para esse logradouro inúmeros nomes, senão vejamos: caminho do Capueruçu, que era o nome indígena para a lagoa
ali existente e que se situava no encontro das atuais ruas de Sant’Ana, de Frei Caneca e de Mem de Sá;
lagoa da Sentinela, em razão de ali existir, nos tempos coloniais, uma guarita, onde os soldados montavam guarda contra os ataques dos índios Tamoios; como esta estrada se dirigia para São Cristóvão e Engenho Velho, foram adotados os nomes de caminho para o Engenho Pequeno dos Jesuítas, que era no Engenho Velho e caminho para São Cristóvão; tomou o nome de rua do Diogo de Brito, porque por volta de 1600,no princípio da rua, ali residiu Diogo de Brito Lacerda, que era filho de Manuel de Brito, cavaleiro Fidalgo da Casa de El-Rei, companheiro de Estácio de Sá e povoador da cidade. Por algum tempo o início da rua teve o nome de rua do Governador ou travessa dos Governadores, quando em 1622 o governador Salvador Correia de Sá e Benevides adquiriu um imóvel, por permuta com a Câmara, em frente da porta da antiga alfândega (também conhecida como porta da estiva) e vários governadores subseqüentes ocuparam casas nessa mesma rua; teve também a denominação de rua da Quitanda dos Mariscos, porque em 1675 na esquina da rua da Quitanda existia um comércio de mariscos; o trecho entre a rua da Quitanda e a rua da Vala (atual Uruguaiana) chamou- se rua da Mãe dos Homens, por causa da igreja de N. S. da Mãe dos Homens, erigida em 1758; como rua dos Ferradores era conhecido o trecho entre a rua da Vala e a rua da Conceição, pois ali se instalaram esses artífices. A partir de 1747, o trecho da rua da Conceição até a travessa de São Domingos, chamou-se de rua de Santa Efigênia,
quando ali se construiu a igreja de Santo Elesbão e Santa Efigênia. O trecho entre a travessa de São Domingos e a atual rua Regente Feijó era conhecida como a rua do Oratório de Pedra, que ali existiu até 1906; da esquina da rua do Regente Feijó até o campo de Sant’Anna foi conhecida como rua de São Gonçalo Garcia, em homenagem à irmandade dessa invocação, que em 1761 inaugurara seu templo. Entre 1761 e 1801 o seu trecho inicial até a rua da Quitanda foi denominado de rua da Travessa da Alfândega, pois iniciava defronte ao portão da alfândega. A Câmara Municipal em 1840 deu à rua uma só designação, que perdura até os dias de hoje, de rua da Alfândega.

ALJUBE (rua do) – Ver PRAINHA (rua da).

AMÉRICA (rua D’) – Nome adotado a partir de 8.06.1865 por Ato da Câmara Municipal em homenagem feita ao Continente América. Ver antiga SACCO DO ALFERES (rua do), na Gamboa.

ANDARAHY GRANDE (estrada do) – Na época de 1850, na planície tijucana, de ambos os lados do rio Maracanã, um grande descampado se estendia. Ali existia um conjunto de
chácaras com canaviais e cafezais, cortados por poucos logradouros, sendo um deles a estrada do Andaraí Grande. Ver BARÃO DE MESQUITA (rua do).

ANDARAHY PEQUENO (estrada do) – Na época de 1850, na planície tijucana, de ambos os lados do rio Maracanã, existia um pequeno descampado, que era a zona da Muda (porque nela se mudavam os animais das diligências) e era chamado de o Andaraí Pequeno. Ver CONDE DE BOMFIM (rua do).

ANDRADAS (rua dos) – Nome adotado a partir de 20.02.1866 por Ato da Câmara Municipal, em memória dos irmãos Andradas – José Bonifácio, Antônio Carlos e Martim Francisco – patriotas pela Independência do Brasil e membros do Primeiro Senado. Ver antiga FOGO (rua do).

ANDRADE (travessa do) – Aberta em 1870 e que vai da rua do Catumbi até a chácara do Sr. Joaquim Navarro de Andrade, daí o nome.

ANDRÉ REBOUÇAS (rua de) – 1888 – Ver MARRECAS (rua das).

ANGUSTURA (travessa da) – Aberta em 1874, principiando na rua do Mattoso e terminando na rua do Cabido, no Engenho Velho. Não confundir com a travessa Angustura, antigo beco das Cancelas (no centro da cidade).

ARCO DE SÃO BENTO (rua do) – O Senado da Câmara em carta de 14.9.1743 pediu ao Abade de São Bento, frei Francisco de São José, que abrisse uma rua pela cerca e horta do Mosteiro, desde os quartéis até a Prainha. Surge então, naquele ano, a rua que passou a se chamar de rua Nova de São Bento. Com a construção de um grande arco, por cima da rua Nova, comunicando o Mosteiro e a horta, recebeu também a denominação de rua do Arco de São Bento. O arco veio a ser demolido em 1843, quando se abriram as ruas dos Beneditinos e Municipal. Muito mais tarde, já na república, pelo Decreto 1165 de 31.10.1917, adotou-se o nome de rua de São Bento, que conserva aos dias atuais.

AREAL (rua do) – Começa no largo do Caco e termina na rua Frei Caneca. Chamou-se inicialmente rua das Boas Pernas, porque era necessário que se as tivessem boas para poder vencer e atravessar o grande areal que ali existia. Após o assentamento de uma estrada sobre o areal, o povo passou a chamá-la de rua do Areal e que foi oficializado pelo Senado da Câmara em 10.12.1822. A rua foi alargada em 1840 e mais tarde em 1884 teve o nome mudado, por breve tempo, para rua do BARÃO DE PARAPIACABA (Ver). Por resolução municipal de 21.02.1890 foi restabelecido o nome anterior de rua do Areal.

AQUIDABAN (rua do) – Nome adotado em 1870 em homenagem ao rio Aquidabã, nas margens do qual tombou o marechal Solano Lopez, encerrando o conflito armado da Guerra do Paraguai. Ver antiga CASIMIRO (rua do), no Engenho Novo.

ASSEMBLÉIA (largo da) – Ficava entre as ruas da Assembléia, São José e a travessa do Paço, atrás da antiga Câmara dos Deputados; desaparecida em 1922 com a construção do edifício da atual Câmara dos Deputados, inaugurado em maio de 1926.

ASSEMBLÉIA (rua da) – Aberta na metade do século XVI, atingia em fins desse século o Convento de Santo Antônio. Daí os nomes primitivos então adotados: rua Direita que vai para Santo Antônio, caminho que vai para o cruzeiro de São Francisco ou caminho
de São Francisco. O trecho inicial da atual rua da Assembléia era conhecido, por volta de 1630 a 1650, como travessa de Manuel Ribeiro – o pasteleiro – um dos antigos moradores que, além da venda de pastéis, era o arrendatário da venda de carne verde. Esse logradouro teve outros nomes de moradores, como: rua do Padre Vicente Leão, rua do licenciado Rui Vaz e rua Pedro Luís Ferreira. Com a construção da cadeia na várzeada cidade, a partir de 1711, começou a ser chamada de rua da Cadeia. O prédio da Cadeia Velha serviu de abrigo para vários órgãos governamentais. Em 1822 a primeira Assembléia Constituinte se instalou no prédio da Cadeia Velha. A partir de 1825, a antiga rua da Cadeia começou a ser chamada de rua que vai para a Assembléia. Por deliberação da Câmara Municipal de 24.10.1848, passou a denominar-se simplesmente de rua da Assembléia. Em épocas mais recentes o prédio da Cadeia Velha hospedou os Correios, Tipografia Nacional e a Caixa Econômica. Houve uma tentativa de mudar o nome para rua da República do Peru (Decreto 1585 de 27.07.1921), porém o Decreto 6065 de 28.09.1937 restabeleceu o nome tradicional que até hoje permanece.

ATTERRADO (rua do) – Situada no Mangue. No vasto alagadiço que era o mangue da Cidade Nova, desde o antigo Rossio Pequeno (atual praça Onze de Junho) foi construído um longo e estreito aterro. Foi assim descrito: “Aterraram-se lugares mais aptos e defendeu-se, por meio de grossa estacaria. Desde o trilho para o Sacco do Alferes até a bica dos marinheiros, a borda principal do perigoso tremedal (mangue), fazendo-se iluminar à noite, de espaço em espaço, com lanternas especiais”. No tempo de D. João VI era o caminho usado pela Família Real para chegar a São Cristóvão. Assim foram adotados os nomes de caminho das Lanternas e rua do Aterrado. Um pouco mais tarde a rua foi dividida em dois trechos: ruas de SÃO PEDRO DA CIDADE NOVA (Ver), compreendida entre as praças da República e Onze de Junho e a rua do Aterrado, da praça Onze de Junho até o final, ver SENADOR EUZÉBIO (rua).

ATERRO (rua do) – Vizinha e contemporânea da velha rua do Visconde de Itaúna, em 1867 passou a denominar-se rua do MIGUEL DE FRIAS (Ver).

BABYLONIA (travessa da) – Aberta em 1874, começa na rua do Conde de Bonfim e termina na rua da Babilônia.

BARÃO DE ANGRA (rua do) - Começa na rua Saldanha Marinho e termina nas ruas Moreira Pinto e Conselheiro Leonardo. Foi aberta em 1875, nas terras pertencentes ao Visconde de Mauá, homenageando o almirante Elisário Antonio dos Santos, herói da Guerra do Paraguai e participante da passagem de Curupaiti.

DA GAMBÔA (rua do) – Situada no Mangue à esquerda da rua deste nome e dela fazia parte. Foi aberta em 1874 por Antônio de Serpa Pinto, através da grande chácara que pertenceu ao 2 º Barão da Gamboa, José Manuel Fernandes Pereira, daí onome.

BARÃO DE GUARATIBA (rua do) – Começa na rua do Guarda-Mor e termina na rua do Russel. Aberta em 1875, homenageando a Joaquim José Ferreira, benfeitor da Santa Casa.

BARÃO DE IGUATEMY (rua do) – Começa na rua de São Cristóvão, atravessa a rua do Matoso, e vai terminar na casa do monsenhor Mello. Aberta em 1874, homenageando a Francisco Cordeiro da Silva e Alvim.

BARÃO DE ITAPAGIPE (rua do) – Antiga rua do MARECHAL ITAPAGIPE, a qual foi unida à rua da Bela Vista, no Engenho Velho, que passou a ter esse nome. Nome adotado em 1874 para homenagear a Francisco Xavier Calmon da Silva Cabral (2º barão com grandeza com esse título), militar português que serviu o Brasil na Guerra do Paraguai, e possuidor de uma chácara na antiga rua da Bela Vista, situada, parte no bairro do Rio Comprido e parte no bairro do Engenho Velho.

BARÃO DE MESQUITA (rua do) – Antiga ANDARAHY GRANDE (estrada do), que foi unida a rua da Babilônia com aquela denominação, em 1874, para homenagear a Jerônimo José
de Mesquita, posteriormente visconde e conde de Mesquita, vereador da cidade do Rio de Janeiro, rico fazendeiro e comerciante, foi benemérito da Santa Casa de Misericórdia.

BARÃO DE PARANAPIACABA (rua do) – Nomenclatura adotada em 1884 para homenagear a João Cardoso de Menezes e Souza, advogado, professor e político brasileiro. Em 30.09.1921, através do Decreto 1609, adotou-se o nome de rua de Moncorvo Filho, em homenagem a Carlos Artur Moncorvo Filho, médico e um dos fundadores da Policlínica do Rio de Janeiro.Ver AREAL (rua do).

BARÃO DE SÃO FELIX (rua do) – Começa na rua Camerino e termina na rua Alfredo Dolabela. Freguesia de Sant’Ana, 2º Distrito, recebeu esse nome a partir de 6.10.1877,por ato da Câmara Municipal, em homenagem a Antônio Félix Martins, barão em 11.12.1875, vereador e presidente da Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Foi membro do Conselho de Sua Majestade, o Imperador. Ver antiga PRINCESA DOS CAJUEIROS (rua da).

BARÃO DE SÃO GONÇALO (rua do) – Esse logradouro surgiu após os aterros feitos na antiga lagoa de Santo Antônio; com a abertura da primitiva rua do Bobadella, depois da Guarda Velha (atual avenida Treze de Maio), e ficando na esquina foi chamado de beco do Bobadella, em homenagem a Gomes Freire de Andrade, conde de Bobadella. Não se sabe da razão da denominação posterior de beco do Propósito. Em 1880 recebeu a denominação de rua do Barão de São Gonçalo, em honra de Berlamino Ricardo de Siqueira, fazendeiro, fundador do Banco Rural Hipotecário, que foi também deputado em várias legislaturas do Império do Brasil. O Decreto 1725 de 10.06.1922 deu o nome, que conserva até hoje, de rua do Almirante Barroso, em homenagem ao Barão de Amazonas, Francisco Manuel Barroso da Silva, herói da Guerra do Paraguai.

BARÃO DO FLAMENGO (rua do) – Aberta em 1858 por iniciativa do proprietário das terras onde se localizava, Luís de Matos Pereira Castro, diretor do Banco Comercial, barão do império e por ele doada à comunidade. Ainda hoje conserva o nome de seu doador. Na esquina com a rua do Catete, localizava-se seu solar, mais tarde transformado em um asilo, hoje já demolido.

BARÃO DO LADÁRIO (rua do) – Nomenclatura adotada em 1889 para homenagear José da Costa Azevedo, almirante, político e escritor brasileiro. Foi ele o último ministro da marinha no Império do Brasil. Ver MARRECAS (rua das).

BARÃO DO BOM RETIRO (rua do) – Situada no Engenho Novo, essa rua pertence tanto ao bairro do Andaraí, como ao Grajaú e Engenho Novo e foi assim denominada, em 1871,
para homenagear a Luiz Pedreira do Couto Ferraz, barão, visconde e ministro do Império do Brasil que se dedicou à instrução pública. Ver antigo CAMBUÇÚ (Caminho do)

BARBEIROS (beco dos) – Começa na rua Primeiro de Março e termina na rua do Carmo. Foi aberto em 1755 ao se iniciar a construção da Igreja da Ordem Terceira do Carmo.
Os barbeiros ambulantes, que eram pretos, constituíam uma corporação bem organizada e possuíam a célebre “Banda dos Barbeiros”. Exerciam além da profissão de Barbeiros, a de
dentistas e sangradores. Instalavam-se em barracas assentadas no beco que veio a receber o nome da profissão. De 1938 a 1946 passou a chamar-se de travessa dos Barbeiros. O Decreto 845 de 28.01.1946 determinou a mudança do nome para travessa Onze de Junho, alusiva a um decreto de 1827 que instituiu os cursos jurídicos no país. Entretanto, o governador Carlos Lacerda, em 4.05.1965, através da Lei 795, restabeleceu o antigo nome de beco dos Barbeiros.

BARBONOS (rua dos) – Aberta nos fins do século XVII, era uma estreita vereda em terrenos da chácara de N. S. Da Ajuda, em direção ao morro do Desterro, daí o nome inicial de caminho do Desterro. Com a construção do primitivo aqueduto da Carioca,
passou a ser denominada de caminho dos Arcos da Carioca. Desde de 1742 ali se instalaram os missionários barbadinhos italianos ou barbônios, assim o logradouro começou a ser chamado de rua dos Barbonos, nome que conservou até 1870, quando foi alterado para rua do EVARISTO DA VEIGA (ver).

BARROSO (ladeira do) – Situada na Gamboa, foi aberta da chácara de. José Justino de Faria até o alto do morro. Inicialmente, recebeu o nome de ladeira do Faria e posteriormente o nome de ladeira de São Lourenço em toda sua extensão. Por ato da Câmara Municipal de 14.05.1867 teve o nome alterado para ladeira do Barroso, em
homenagem a Bento Barroso Pereira, que se tornou proprietário da antiga chácara do Livramento, onde foi aberta a ladeira. Foi ele ministro da guerra e senador por Pernambuco.

BASTOS (travessa do) – Foi aberta em 1874 e começa na rua de Miguel Frias (estação dos Bondes de Vila Izabel) e termina na travessa de São Cristóvão.

BELLA-VISTA (rua da) – Era a rua mais comprida do bairro do Rio Comprido. Ver MARECHAL ITAPAGIPE (rua do) e depois BARÃO DO ITAPAGIPE (rua do).

BENEDITINOS (rua dos) – Começa na avenida Rio Branco e termina na rua do Acre. Recebeu esse nome por ato da Câmara Municipal em 5.04.1843. O contrato celebrado entre a Câmara Municipal e o Mosteiro de São Bento proporcionou a abertura de ruas na área da antiga horta e cerca daqueles frades. A uma delas foi dado o nome de rua Municipal, homenageando a Câmara Municipal e a outra de rua dos Beneditinos, homenageando os frades de São Bento. Em 19.12.1884 teve o nome alterado, por pouco
tempo, para EDUARDO DE LEMOS (rua do).

BERNARDO DE VASCONCELOS (rua de) – Nomenclatura adotada em 1884 – Ver SENADO (rua do)

BERQUÓ (rua do) – Em 1852 foi inaugurado nessa rua o cemitério de São João Batista da Lagoa. Ver GENERAL POLYDORO (rua do).

BISPO DOM VITAL (rua do) – Nomenclatura adotada em 1882 – Ver COTOVELO (rua do)

BOA-MORTE (beco da) – Localizado no Castelo, recebeu esse nome devido à existência de um oratório dedicado a Nossa Senhora da Boa Morte, na esquina com a rua D. Manuel.
Depois, em 27.5.1871, passou a denominar-se travessa de DOM MANUEL (ver), por atravessar a rua de Dom Manuel. Desaparecida com a urbanização da Esplanada do Castelo.

BOBADELLA (beco do) – Ver BARÃO DE SÃO GONÇALO (rua do).

BOBADELLA (rua do) – Ver GUARDA VELHA (rua da) e depois TREZE DE MAIO (rua de).

BOM-JARDIM (rua do) – Aberta em 1840 para ligar o Mangue ao Catumbi. Ver VISCONDE DE SAPUCAHY (rua do).

BOM-JESUS (rua do) – Assim conhecida no trecho entre a rua dos Ourives (atual Miguel Couto) e o largo de São Domingos (absorvido pela avenida do Presidente Vargas), por causa da igreja da irmandade do Senhor Bom Jesus do Calvário, demolida em 1942 e que ficava na esquina da rua Uruguaiana. Grande parte desse logradouro era conhecida como SABÃO (rua do) ou SABÃO DA CIDADE VELHA (rua do). Em 1870 passou a denominar-se GENERAL CÂMARA (rua do) (Ver).

BRAGANÇA (rua do) – Começa na rua Primeiro de Março e termina nas ruas da Quitanda e São Bento. Nome adotado a partir de 1767 quando da chegada do regimento Bragança que ocupou os quartéis de São Bento, localizado nessa rua. Em anos anteriores essa rua foi chamada de rua dos Quartéis (razão de abrigar a guarnição das naus de guerra, já no ano de 1615), rua do Açougue dos Frades Bentos (ligado ao açougue de São Bento que fora transferido para perto do Mosteiro entre os anos de 1682 e1685) e rua da Junta (em razão da existência em 1696 da casa e armazéns da Junta de Comercio). Por ato da Câmara Municipal de 28.01.1880, passou a denominar-se CONSELHEIRO SARAIVA (rua do). (Ver).

CAIRÚ (beco do) – Começa na avenida Almirante Barroso e termina na rua Manuel de Carvalho. Em 1840 ficou conhecido por esse nome por ali ter morado José da Silva Lisboa, o Visconde de Cairú, na casa de esquina da antiga rua da Ajuda. Pelo Decreto 1165 de 31.10.1917 passou a ser chamado de rua do Cairú. Em 1949 teve novamente alterado, desta vez, para rua Vieira Fazenda.

CAIS (rua do) – Esse nome primitivo referia-se ao Cais do Porto, que percorria toda sua extensão à época. Hoje é a avenida Rodrigues Alves, ex-presidente da República do Brasil, cuja nomenclatura foi adotada em 31.10.1917 pelo Decreto 1165.

CAIS DO PHAROUX (rua do) – Começa na praça Quinze de Novembro e termina na praça Mercado Municipal. Em homenagem a Louis Dominique Pharoux, cidadão francês, que chegou ao Rio de Janeiro em 1817; foi para Santiago do Chile em 1822 e regressou em 1836. Construiu o cais que até hoje conserva seu nome. Foi proprietário do famoso Hotel Pharoux em 1858 e regressou para a França em 1864.


CAJUEIROS (rua dos) – Recebeu esse nome porque tinha uma saída particular para a antiga rua Princesa dos Cajueiros (atual Barão de São Felix). Foi aberta em 1809 nos terrenos de Emerenciana Isabel Dantas e Castro e do brigadeiro Domingos José Pereira. Em 30.10.1948, através do Decreto 187, teve o nome alterado para rua Alfredo Dolabela Portela, industrial e empreiteiro do Governo republicano, que faleceu em 13.11.1940.

CALABOUÇO (rua do ou beco do) – Situada no Castelo. Ver SANTA LUZIA (Travessa de).

CAMBUÇÚ (caminho ou estrada do) - Situado no Engenho Novo. Era um tortuoso caminho que ligava o caminho do Andaraí Grande ao Engenho Novo. Esse caminho era permeado de chácaras, então figurando como um de seus moradores o próprio Barão do
Bom-Retiro. Nova nomenclatura adotada a partir de 1871. Ver BARÃO DO BOM-RETIRO(rua do).

CAMINHO NOVO DO BOTAFOGO – ver MARQUEZ DO ABRANTES (rua do).

CAMINHO VELHO DO BOTAFOGO – Ver SENADOR VERGUEIRO (rua do).

CAMPO DOS FRADES (beco do) – Começa na avenida Augusto Severo e rua Mestre Valentim e termina no largo da Lapa. Quando os frades carmelitas se instalaram em 21.10.1810 na Igreja de N. S. da Lapa do Desterro, o largo em que se situava passou a ser conhecido como campo dos Frades e, do mesmo modo, veio a ser denominado o pequeno beco que dali partia. Hoje é a rua Teixeira de Freitas (1917).

CANCELLAS (Beco das) – Situado entre as ruas do Ouvidor e Buenos Aires.Anteriormente o capitão Francisco Barreto de Faria possuía residência na esquina da rua do Ouvidor, daí o nome adotado de travessa de Francisco Barreto. Da mesma forma o capitão-mor Gaspar Lopes Carrilho e seu filho Manuel Lopes Carrilho ali residiram e o logradouro adotou o nome de beco do Carrilho. Esse beco comunicava, inicialmente, a rua do Ouvidor com a rua do Rosário, mas em 1777 foi prolongado até a rua Buenos Aires. Nele existiam cancelas abertas durante o dia para a passagem de transeuntes, que ao anoitecer era fechadas, daí o nome. O logradouro teve seu nome alterado em 31.10.1917, pelo Decreto 1165 para travessa da Angustura.

CANDELÁRIA (rua da) – Começa na rua Buenos Aires e termina na rua do Conselheiro Saraiva. Ficou conhecida a partir de 1630 como o caminho que vai para a Candelária em razão da fundação de uma pequena ermida construída por Antonio Martins da Palma em evocação a N. S. da Candelária, por ter sido salvo de um naufrágio, por volta de 1600, escolhendo um terreno pantanoso em frente a sua casa. Nos tempos coloniais ficou conhecida por travessa da Portuguesa Catarina Lopes; e outros trechos que ficaram conhecidos por canto de João Mendes, um caldeireiro que residia na esquina com a rua São Pedro; canto de Mariano Linhares, esquina com a rua dos Pescadores (hoje, rua do Visconde de Inhaúma); todos moradores no logradouro.

CANO (rua do) – Aberta nos final do século XVII, conforme solicitação do Conselho da Câmara em 4.08.1679, desde a rua Detrás de São Francisco de Paula, para a construção de um cano de pedra destinado a levar para o mar as águas estagnadas dos restos da lagoa de Santo Antônio, também denominada de Águas da Carioca. Ver SETE DE SETEMBRO (rua do).

CANOAS (beco das) – ver CLETO (beco do).

CANOS DA CARIOCA (rua dos) – Foi aberta, em 1875, nos terrenos do Sr. Navarro, no Catumbi, Freguesia do Espírito Santo.

CAPIM (largo do) – Ficava situado entre as ruas do General Câmara, de São Pedro e dos Andradas (desaparecido por ter sido incorporado à avenida Presidente Vargas). Num trecho do vasto campo de São Domingos, posteriormente retalhado em inúmeras ruas, campos e largos, foi armado o patíbulo, anteriormente localizado nas proximidades de Santa Luzia e, depois na praia de Braz de Pina, próximo a São Bento. O conde de Bobadella, Gomes Freire de Andrade, a pedido dos Beneditinos, transferiu em 1753 a forca para esse novo lugar, surgindo assim o largo ou campo da Forca. Mais tarde, ali foi construído um chafariz e o local passou a ser conhecido como largo do Chafariz. Em 13.2.1790, o Senado da Câmara, por edital, determinou que ali fosse estabelecido um local para forragem dos animais de montaria, carruagens e veículos de carga, surgindo assim a nova denominação de largo do Capim. Em 1797 mandou-se construir um novo chafariz e o local ficou conhecido também como largo do Chafariz Novo. Em 1808 foram feitos melhoramentos no logradouro e adotou-se, por algum tempo, a denominação de praça Nova. Todavia o nome de largo do Capim perdurou até 2.9.1869, quando Câmara, homenageando o ilustre herói da Guerra do Paraguai, alterou o nome para praça do General Osório. Tal denominação teve duração efêmera e pelo Decreto 1165, de 1917, fez retornar o antigo nome. Em 9.9.1925 pelo Decreto 2192 teve novamente o nome alterado, desta vez para praça Lopes Trovão, nome esse que foi conservado até 1943, quando desapareceu para dar lugar a abertura da avenida Presidente Vargas.

Dados: Mapa do Rio de Janeiro em 1831, litografia de Johann Jacob Steinmann.





UM PASSEIO NO TEMPO - PRAÇA XV EM 1580.

Nessa época, a recém-fundada cidade do Rio de Janeiro limitava-se ao morro do Castelo e abaixo, na várzea, onde hoje se estende o centro da cidade, dominavam manguezais e lagoas.
Um dos primeiros caminhos abertos nessa várzea seguia margeando a praia, ligando o morro do Castelo ao de São Bento e era chamado de rua Direita.
Beirando esse caminho, havia uma pequena ermida chamada Nossa Senhora do Ó e, anexo a ela, uma construção rústica destinada aos romeiros. Mais além, ainda podiam ser vistas as ruínas de um pequeno forte construído de madeira e pedra, provavelmente para defesa de eventuais ataques indígenas.
Chamado de Santa Cruz, fora destruído pela ação do mar e suas pedras foram utilizadas posteriormente nas fundações da Capela da Santa Cruz dos Militares, erguida no mesmo lugar.

Fonte: armazéns de dados da prefeitura e IPP (Instituto Pereira Passos).
Artista: Carlos Gustavo Nunes Pereira - GUTA
OBS: A obra de arte é uma reconstrução gráfica idêntica como o Rio de Janeiro seria na época.
 — comIgreja N. S. do Ó e Forte Santa Cruz em Ruína.


UM PASSEIO NO TEMPO – PORTO DO RIO - 1710

Doada em 1655 aos frades do Carmo, a capela da Conceição foi por eles recusada por estar localizada muito longe da cidade, tendo sido, entretanto, recebida de bom grado pelos capuchinhos franceses quando aqui chegaram, quatro anos mais tarde. 
Além de construírem um pequeno convento, plantaram uma horta e cavaram um poço de onde tiravam boa água. O sítio contava ainda com uma pequena fortificação no sopé do morro, o reduto da Prainha, algumas casas, a igreja original de São Francisco da Prainha e, em frente, o trapiche de mesmo nome.
Após a expulsão dos capuchinhos, por volta de 1700, o 1° bispo da cidade lá se instalou, dando início à transformação do modesto convento no palácio que ali está até hoje.
Em meio ao ataque dos franceses de Du Clerc, no ano de 1710, os portugueses destruíram o trapiche e a Igreja de S. Francisco, receando que os invasores ali se fortificassem. Fracassada a invasão, a atual Igreja de S. Francisco e o trapiche foram reconstruídos pouco tempo depois.
No ano seguinte, houve outro ataque dos franceses, desta vez liderados pelo corsário Du Guay-Trouin. Tomaram a Ilha das cobras e dali bombardearam o Mosteiro de S. Bento e o forte de S. Sebastião, acabando por dominar toda a cidade. Fizeram quartel no palácio Episcopal e atearam fogo em vários prédios. Só saíram após o pagamento de um pesado resgate. Com receio de novas invasões, os portugueses construíram a fortaleza da Conceição, ocupando grande parte da horta do bispo e, em 1718, a fortaleza passou por modificações para a instalação da Casa das Armas.
A antiga vala aberta por Manoel de Brito, que desembocava na Prainha, havia sido estendida, passando por detrás da cidade, servindo para drenar as águas da lagoa de Santo Antônio, no atual Largo da Carioca, bem como os alagados no caminho.
Utilizada como esgoto, acabou por dar lugar à rua Uruguaiana, e só começaria a ser coberta em 1765.
A rua da Prainha, atual rua Acre, formou-se margeando o trecho final da vala e, junto a esta, do outro lado, no lugar da antiga Lagoa da Sentinela, podia ser vista uma grande horta dos beneditinos. A rua da Prainha era, então, o único acesso àquela praia. Durante esse tempo, apenas se esboçava a vocação da Prainha e adjacências para ser o porto da cidade. O grande movimento de embarcações ainda se limitava à área entre os morros do Castelo e São Bento, mas aqui e ali iam surgindo armazéns e depósitos de pescadores tanto na Prainha como na praia do Valongo. Nesta última, funcionava o mercado de escravos trazidos da África.

Fonte: armazéns de dados da prefeitura e IPP (Instituto Pereira Passos). Artista: Carlos Gustavo Nunes Pereira - GUTA
OBS: A obra de arte é uma reconstrução gráfica idêntica como o Rio de Janeiro seria na época.

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