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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Santa Casa da Misericórdia


Santa Casa da Misericórdia: 1582 – A Fundação

O Hospital Geral foi fundado em 24 de março de 1582 pelo sacerdote espanhol José de Anchieta, para acudir os homens da frota de Diogo Flores Valdez. Com destino ao Estreito de Magalhães, a tripulação foi atacada pela peste e aportou no Rio de Janeiro. Providenciando agasalhos e remédios, o jesuíta, para abrigar os enfermos, mandou construir um barracão de palma coberto de sapé na orla marítima do morro do Castelo, que teria dado origem à Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro e, possivelmente, ao primeiro hospital da cidade.
Anchieta era, além de sacerdote, um homem de grande cultura e sabedoria. Humanista, poeta, filólogo, historiador e dramaturgo, falava diversos idiomas. Exerceu a função de médico, enfermeiro e boticário, curando e sangrando os índios, aplicando sanguessugas e ventosas, acudindo a todos como podia. A medicina colonial era à base de chás, benzeduras e infusões extraídas da flora brasileira.
Como um prolongamento da Santa Casa de Lisboa - fundada em 1498 pela Rainha Dona Leonor - a Santa Casa do Rio de Janeiro representou a concretização dos princípios humanísticos da Misericórdia.
A primeira construção que se tem notícia é o Hospital Geral. Logo em seguida, foi inaugurada uma capela em 1584, hoje a Igreja de Nossa Senhora do Bonsucesso.A Santa Casa de Misericórdia não foi fundada com a intenção de ser um lugar para guardar memórias, como outras instituições cuja função é impedir que a medicina caia no esquecimento.
No entanto, com o passar do tempo, essa função lhe foi sendo gradualmente atribuída. Quando isso aconteceu, ela passou a revelar os fatores de identificação interna da medicina (a cura), da religião (a caridade) e da doença (a exclusão, a piedade, a iminência da morte), todas as três esferas presentes naquela instituição; e a expressar o projeto de consagração da medicina, visível no frontão do prédio, nos quadros dos médicos nas paredes de suas salas e corredores mais solenes e no próprio exercício da medicina. Esses três elementos, juntos, relacionam, como é próprio da memória, as esferas do individual e do coletivo. Na época da construção do Hospital Geral, a Rua Santa Luzia não era tão movimentada e nem tinha a quantidade de edifícios que tem hoje, fatores que valorizavam a sua fachada e a sua posição. Hoje, a rua parece estreita em meio a tantos carros, camelôs, árvores e letreiros e não é fácil ter uma visão global do edifício. Assim, as imagens de impacto outrora colocadas na fachada do prédio não causam mais hoje o efeito que deviam causar nos transeuntes das ruas do Centro da cidade em outros tempos.
No entanto, devemos lembrar que a memória da sociedade, ele reconstrói aquele possível vazio que nos reste preencher para consolidar a nossa memória coletiva. Assim, a Santa Casa, mesmo que hoje escondida, tem um lugar muito importante na memória de diversos grupos sociais que fazem parte da sociedade carioca.
A ultima reforma do hospital geral foi obra do arquiteto José Maria Jacinto Rebelo (discípulo de Grandjean de Montigny), que desenhou ao centro o grande pórtico com dupla colunata de ordem dórica e frontão triangular, em cujo tímpano estão relevos feitos pelo italiano Giudice. O relevo central representa a Caridade. Concluído em 1865, o novo prédio deu maior magnificiência ao edifício e marcou com a sua presença a arquitetura brasileira. Dominam as linhas horizontais, inclusive no alargamento da colunata e frontão. No pórtico de entrada, a escadaria, centralizada, está sobriamente ladeada por espaços de terraço, com elegantes guarda corpos de balaustres.

Nome do artista: Pieter Godfried Bertichem, Ano da Gravura:1856
foco do artista:Da Praia de Santa Luzia para a ponta do calabouço.
fonte: site da santa casa da misericórdia dol Rio de Janeiro 

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