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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

São Cristóvão









Domingo no Campo de São Cristóvão - 
Fonte : Augusto Malta, 1906


Campo de São Cristóvão - Onde hoje funciona o Centro Cultural Luiz Gonzaga -Feira Nordestina. Muito diferente do entorno caótico atual. No lugar de carros , prédios altos e poluição; um enorme passeio público com bancos à espera dos passantes. Reparem no poste de luz à gás na esquerda da foto. — com Bancos circundando toda à praça.





O casarão foi construído para ser a nova sede da fazenda recreativa dos Padres da Companhia de Jesus, os Jesuítas. A Fazenda de São Cristóvão em 1752 o prédio de dois pavimentos com planta quadrangular, formado por pátios internos e uma capela central foi inaugurado. O projeto da antiga Capela de São Pedro, hoje de São Lázaro, é atribuído aos jesuítas frei Inácio da Silva e irmão Francisco do Rêgo de Caminha. Possuía nave única jesuítica octogonal e, até hoje, ainda estão conservados alguns elementos arquitetônicos originais, tais como cúpula, lanternim e arco cruzeiro. Os Jesuítas foram expulsos do Brasil em 1759, sua Ordem extinta e seus bens expropriados. As fazendas da região foram divididas em quintas e sítios menores, entre os quais a Quinta da Boa Vista. A nova situação fez com que a sede da fazenda, entre 1759 e 1760, servisse como cárcere para os Padres da Companhia de Jesus. Cerca de 200 padres ficaram presos no imóvel antes de embarcarem rumo a terras distantes. Em 1763 instalou-se o Hospital dos Lázaros ou Hospital Frei Antônio com os Jesuítas longe do Brasil o prédio passou a abrigar o Hospital São Lázaro, administrado pela Irmandade da Candelária, que já atendia aos hansenianos que habitavam choupanas junto à Praia de São Cristóvão. Nessa ocasião, o Bispo Dom Frei Antonio do Desterro interferiu para que o Vice-Rei Conde da Cunha conseguisse de Dom José I a recém-construída casa de recreio dos jesuítas, confiscada quando da extinção da Companhia de Jesus. Em 1766 o prédio passou por reformas para melhor acomodar os pacientes leprosos e os muitos funcionários. Com a chegada da Família Real ao Brasil, em 1807, o prédio do Hospital foi requisitado e transformado em quartel. Os doentes foram então removidos para a ilha das Enxadas e dali para a chamada ilha dos Frades (a ilha do Bom Jesus), onde ficaram precariamente instalados. A Candelária continuou assistindo-os, enquanto procurava reconquistar o antigo prédio. O hospital, pioneiro, funcionou por mais de dois séculos, e foi lá que, por muito tempo, se instalou o Serviço Nacional da Lepra, quando as autoridades sanitárias se voltaram mais objetivamente para a solução do problema. Lá funcionou também o Departamento Nacional de Dermatologia Sanitária. A manutenção do Hospital e dos doentes, entretanto, sempre esteve sob responsabilidade da Irmandade, que recebia do poder público o serviço médico e uma contribuição quase simbólica. O Prédio está em boas condições, os inúmeros detalhes arquitetônicos com vitrais e azulejos, como os jardins externos continuam causando deslumbre. Com o tempo, o hospital voltou a ser inteiramente mantido pela Irmandade. Hoje possui somente duas ex-pacientes. Seu antigo e belo prédio, conservado e mantido até hoje pela Candelária, é um exemplar de arquitetura setecentista. Atualmente o deslumbrante prédio de arquitetura setecentista, repleto de azulejos portugueses com motivos florais, adornado com diversos vitrais e trabalhos em marcenaria, deixou de ser o Hospital dos Lázaros ou Hospital Frei Antônio, embora até hoje, como na época em que foi hospital, continue mantido pela Irmandade da Candelária.

OBS: Os Jesuítas tinham 3 grandes engenhos o Eng. Novo, Eng Velho e São Cristóvão, era tudo um grande canavial. e por último a poderosa fazenda Santa Cruz para a criação de gado em massa.
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  • Regina Igel Os jesuítas eram os 'grandes senhores' daqueles tempos. Foi isto o que chamou a atençào do Marquês de Pombal, e também o fato de eles, os jesuítas que mandavam na Ordem, não quererem dar nada à Coroa...



OBS: Os Jesuítas tinham 3 grandes engenhos o Eng. Novo, Eng Velho e São Cristóvão, era tudo um grande canavial. e por último a poderosa fazenda Santa Cruz para a criação de gado em massa.

Os jesuítas eram os 'grandes senhores' daqueles tempos. Foi isto o que chamou a atençào do Marquês de Pombal, e também o fato de eles, os jesuítas que mandavam na Ordem, não quererem dar nada à Coroa...



São Cristóvão , ai morava a Família Imperial. Hoje é o museu e o zoológico ao lado


São Cristóvão, zona norte da cidade do Rio de Janeiro, em 1958. No local do atual bairro, havia uma aldeia indígena dos tamoios, da tribo dos araroues, aliados dos franceses quando do estabelecimento da França Antártica. Dizimados na campanha de 1567, em seu lugar estabeleceram-se os temiminós de Araribóia, que, na região, teriam estabelecido uma nova aldeia com o nome cristão do seu líder: Martinho. A colonização efetiva da área se daria ao longo do século XVII, com a fundação da Igreja de São Cristóvão em 1627, então à beira-mar. Afirma-se que, à época, os pescadores amarravam as suas embarcações junto às portas da igreja para comparecer às missas. Outro eixo integrador era o Caminho de São Cristóvão, primitiva via que ligava a cidade do Rio de Janeiro aos engenhos de açúcar e roças do interior. A prosperidade do comércio surgido no entroncamento do ancoradouro com a antiga via fez surgir uma vila denominada de São Cristóvão, nome do padroeiro da igreja. Em 1759, o Marquês de Pombal ordenou a expulsão dos jesuítas, e o governador da Capitania do Rio de Janeiro confiscou as terras de São Cristóvão aos jesuítas. As fazendas da região foram divididas em quintas e sítios menores, entre os quais a Quinta da Boa Vista (foto). A sede da Fazenda São Cristóvão foi transformada em hospital, o Hospital dos Lázaros, em 1765, existindo até os dias de hoje. O bairro começou a adquirir posição de destaque no cenário carioca a partir de 1810, quando o príncipe-regente Dom João adotou o Paço da Quinta da Boa Vista como sua residência oficial. Entretanto, o mar incomodava e manguezais e pântanos se estendiam pela região, incomodando os moradores com insetos e mau cheiro. Assim, em torno da quinta, cresceram casarões, pavimentaram-se ruas, instalou-se iluminação pública. A família real portuguesa residiu no Paço de São Cristóvão até o regresso de Dom João VI a Portugal. Seu filho Dom Pedro I do Brasil partiu de viagem do Largo da Cancela, em frente à quinta, na viagem na qual declararia a Independência do Brasil, em 1822. Seu herdeiro, o futuro imperador Dom Pedro II, nasceu e cresceu no bairro e, de lá, governou o Brasil por quase meio século. Ao longo do reinado de Dom Pedro II, a partir de São Cristóvão, iniciou-se a instalação de indústrias e a modernização da cidade com a instalação de uma central de telefones (a primeira linha da América do Sul servia o Paço de São Cristóvão) e uma rede de postes à luz elétrica nas ruas. O imperador ainda inaugurou o Observatório Nacional do Rio de Janeiro, centro de estudos avançados em astronomia e, ainda hoje, um dos principais centros dessa ciência no Brasil. A industrialização mudou o perfil do bairro, já não mais um lugar tranquilo próprio para o passeio de famílias e, a partir do final do século XIX, iniciou-se a deterioração das construções mais antigas. A queda do império ocasionou a transformação do paço em museu, com a instalação do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro no local. Foto: Tibor Jablonsky - acervo: IBGE.

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